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Atualizado às: 31 de março, 2005 - 17h38 GMT (14h38 Brasília)
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Grupo rebelde hutu abandona luta armada
Rebeldes hutus
Alguns hutus que participaram da luta armada já voltaram do Congo para Ruanda
A Frente Democrática de Libertação de Ruanda (FDLR) - o maior grupo rebelde hutu do país - anunciou que vai abandonar a luta armada.

A FDLR inclui membros do grupo Interhamwe, responsabilizado pelo genocídio de 1994, quando 800 mil ruandeses tutsis ou hutus moderados foram mortos.

Esses rebeldes fizeram parte do enorme êxodo de hutus que fugiram para o Congo depois do massacre.

Um correspondente da BBC em Ruanda disse que o anúncio do grupo, que veio depois de negociações com o governo congolês em Roma, é um passo essencial em direção à paz, numa região marcada pela violência étnica.

Estima-se que a FDLR tenha 10 mil combatentes. Pela primeira vez, o grupo admitiu o genocídio e disse que pretende formar um partido político, se houverem suficientes garantias de segurança.

"Nos comprometemos a abandonar a luta armada e entrar no processo político", disse o dirigente da FDLR, Ignace Murwanashyaka.

Congo

As negociações tiveram a participação do governo congolês porque a FDLR é acusada de agravar a instabilidade no leste do Congo.

Em 2002, um tratado de paz tentou terminar a guerra civil que já durava cinco anos, mas os hutus se recusaram a entregar suas armas.

A prova de fogo do anúncio feito pela liderança vai ser o comportamento dos chefes militares que estão no Congo e que têm, agora, que voltar pacificamente para Ruanda.

Uma autoridade do governo de Ruanda disse que o país está aberto para recebê-los de volta mas que nenhuma condição pode ser imposta. O governo diz que os rebeldes que forem acusados de participação no massacre terão de enfrentar a Justiça.

A presença da milícia ruandesa em território congolês é uma constante fonte de tensão entre os dois países.

Ruanda já invadiu o Congo em duas ocasiões, acusando o vizinho de não estar fazendo o suficiente para capturar responsáveis pelo genocídio.

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