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Atualizado às: 20 de dezembro, 2004 - 12h12 GMT (10h12 Brasília)
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Ruanda retira ameaça de invadir leste do Congo
Membros do grupo dissidente RCD
Congo tem acusado Ruanda de apoiar dissidentes
O governo de Ruanda retirou sua ameaça de invadir o leste da República Democrática do Congo para combater rebeldes ruandeses que permanecem na região.

O ministro do Exterior, Charles Murigande, disse à BBC que Ruanda recebeu garantias da comunidade internacional de que os rebeldes no país vizinho serão desarmados.

"A partir de agora, nós não vamos mais fazer nenhuma tentativa de nos defender. Nós colocamos esse problema nas mãos da comunidade internacional", disse Murigande.

O presidente ruandês, Paul Kagame, fez duas ameaças de invasão nas últimas três semanas. Segundo ele, o plano da ONU (Organização das Nações Unidas) de desarmar os rebeldes, definido há cinco meses, havia fracassado.

Na semana passada, foram registrados confrontos entre tropas congolesas e combatentes supostamente pró-Ruanda. Os choques ocorreram depois que os soldados tentaram entrar em uma área controlada pelo antigo grupo rebelde RCD (Movimento Congolês pela Democracia).

Depois do acordo de paz que levou à formação de um governo de coalizão na República Democrática do Congo, o RCD deveria ter sido incorporado ao Exército do país.

O governo do Congo alega que os ex-rebeldes dissidentes têm recebido apoio de Ruanda, o que o país vizinho nega.

Últimos confrontos

No domingo, as tropas do governo congolês recuaram rapidamente depois de iniciados os confrontos.

Os soldados do ex-grupo rebelde estão agora cerca de 25 quilômetros à frente de sua posição anterior, consolidando suas posições na cidade de Kirumba e nas colinas que a cercam.

Seu comandante, coronel Smith Kihanga, disse que seus combatentes mataram 15 soldados do governo.

Segundo o correspondente da BBC Rob Walker, as cidades de Kanyabayonga, Kayna e Kirumba, que ficaram para trás após o avanço do grupo armado, estão vazias e têm sido alvos de saques.

Dezenas de milhares de civis fugiram de suas casas na última semana, mas o confronto impede que agências humanitárias enviem algum tipo de ajuda e avaliem precisamente o total de desabrigados.

Os últimos combates voltam a levantar dúvidas quanto à estabilidade do processo de paz na República Democrática do Congo.

Na província de Kivu do Norte, tropas do RCD que se negaram a ser incorporadas ao Exército do país continuam mantendo controle sobre várias áreas.

O governo congolês diz que Ruanda os tem ajudado. Tropas de paz das Nações Unidas confirmaram que os combatentes têm recebido auxílio do exterior, mas sem especificar de onde.

O Congo também alega que o governo de Ruanda ainda mantém tropas dentro de seu território e diz que, se o vizinho quiser paz naquela região, deve retirá-las.

Ruanda nega qualquer envolvimento no conflito. Anos atrás, forças ruandesas invadiram o país alegando a necessidade de acabar com ataques lançados a partir do leste do Congo por combatentes da etnia hutu, responsáveis pelo genocídio de 1994.

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