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Vídeo mostra suposto estupro por membros da ONU no Congo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ONU está investigando cerca de 150 acusações de abuso sexual feitas contra seus funcionários civis e soldados da República Democrática do Congo. Entre as acusações feitas estão pedofilia, estupro e prostituição praticados contra refugiados em campos montados pela ONU no país. Haveria inclusive provas dos crimes registradas em fotos e em vídeos, de acordo com Janel Holl Lute, a secretária-geral assistente para operações de paz. Alegações de que abusos foram cometidos em campos de refugiados da ONU vieram à tona no ano passado, o que fez com que a ouvidoria da entidade abrisse um inquérito. "É crucial que estas missões estejam acima de acusações", afirmou Janel Holl Lute. Ela ainda acrescentou: "Nós estamos lançando uma luz sobre este problema para determinar o seu alcance. E não iremos parar por aqui". Precedente Há dois anos, já haviam sido feitas acusações semelhantes contra funcionários da ONU que atuavam no oeste da África. Na sexta-feira, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, afirmou que um pequeno número de funcionários civis e soldados da ONU tiveram comportamentos "vergonhosos" e devem ser punidos. A missão da ONU no Congo conta com cerca de 10 mil soldados e foi mobilizada pela primeira vez em 2001, dois anos antes de uma guerra eclodir no país. A violência sexual tem sido parte integrante da maioria dos conflitos na República Democrática do Congo. Muitas mulheres sentem medo de testemunhar contra autoridades envolvidas em estupros, temendo retaliações. |
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