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ONU admite abuso sexual por forças de paz no Congo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Autoridades das Nações Unidas admitiram que forças de paz da ONU cometeram abusos sexuais contra civis no leste da República Democrática do Congo. A ONU afirmou que irá investigar mais de 60 acusações de crimes sexuais, entre eles estupros, cometidos na cidade congolesa de Bunia, no final de agosto. Entre as acusações, figuram algumas feitas até por meninas de apenas 12 anos de idade. Os acusados são soldados da ONU vindos do Paquistão, do Marrocos e do Nepal. Há mais de 4 mil soldados que integram as forças de paz da ONU em Bunia, na província de Ituri, onde ocorreram violentos conflitos étnicos que mataram cerca de 50 mil pessoas nos últimos quatro anos. As tropas de paz da ONU assumiram o controle da região em setembro, substituindo soldados europeus. O campo de refugiados da ONU em Bunia conta com cerca de 15 mil pessoas. "Minoria" "Estes atos foram perpetrados por um pequena minoria, e nós temos como política um sistema de tolerância zero para este tipo de comportamento dentro da ONU", afirmou David Wimhurst, um representante das forças de paz da ONU. Investigadores da ONU deverão promover um inquérito sobre as acusações de abuso sexual cujas conclusões serão divulgadas em agosto. Caso o relatório aponte que os militares são culpados, a ONU poderá expulsar da República Democrática do Congo os soldados que cometeram os crimes. Mas caberá aos estados-membros da ONU tomar ações disciplinatórias contra os implicados quando eles retornarem aos seus respectivos países. |
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