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Movimentação de tropas do Congo assusta Ruanda | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo da República Democrática do Congo está enviando 10 mil soldados para o leste do país para confrontar forças dissidentes. Tropas de paz das Nações Unidas dizem que os soldados estão sendo enviados para três cidades - Beni Kindu e Kalemie - próximas à fronteira com Ruanda. O ministro do Exterior de Ruanda, Charles Muligande, acusou as autoridades congolesas de estarem preparando um ataque a seu país. Segundo ele, Ruanda não vai ficar imóvel, apenas observando. O governo do Congo está tentando restabelecer o controle depois de cinco anos de guerra civil. O conflito entre grupos rebeldes congoleses e o governo na capital, Kinshasa, envolveu seis países vizinhos em uma guerra regional em 1998. Dois milhões de pessoas morreram. Muligante disse à BBC que seu país está preocupado com o que ele diz ser o envio de tropas para posições ofensivas em cidades-chave no leste da República Democrática do Congo. O vice-ministro do Exterior do Congo, Henry Mova Sakanyi, disse, contudo, que as acusações não passam de invenção. Um porta-voz militar de Ruanda também afirmou que o governo do Congo forneceu quantidades significativas de armas para rebeldes ruandeses nas últimas semanas. Ruanda retirou suas tropas da República Democrática do Congo em 2002, sob os termos de um acordo de paz entre os dois países. Em troca, Kinshasa concordaria em por fim ao apoio a rebeldes da etnia hutu, alguns dos quais participaram do genocídio em Ruanda em 1994. Mas as tensões aumentaram no começo deste mês, quando soldados renegados tomaram por um breve período a cidade de Bukavu, no leste do Congo. O governo do Congo acusou Ruanda sistematicamente de apoiar os soldados dissidentes. |
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