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Presidente diz que tentativa de golpe fracassou no Congo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, apareceu em rede nacional de televisão nesta sexta-feira para assegurar à população que o seu governo continua no poder. "As instituições da República estão no lugar. O presidente está no lugar", declarou Kabila. Oficiais rebeldes fracassaram numa tentativa de golpe de Estado contra Kabila durante a madrugada. O presidente anunciou a prisão de doze pessoas. Segundo ele, um dos mentores do golpe foi um membro da guarda presidencial, Eric Lenge. Ele teria fugido para o aeroporto da capital, Kinshasa, pouco depois de tomar uma estação de rádio e anunciar que havia derrubado o governo. TV ocupada Alguns soldados invadiram a sede da TV estatal às 2h30 (hora local) e anunciaram que o Exército estava no comando do país. Tropas leais ao governo retomaram a estação pouco depois, segundo afirmou o ministro das Relações Exteriores, Antoine Ghonda. Os rebeldes também cortaram o fornecimento de energia elétrica a Kinshasa por cerca de três horas. O correspondente da BBC no Congo Arnaud Zaijtman disse que as redes de TV costumam estar fora do ar durante a madrugada e que, por essa razão, pouca gente no país assistiu ao anúncio dos golpistas. Disparos de metralhadora e de artilharia pesada puderam ser ouvidos na capital durante a noite. Esta foi a mais recente tentativa de depor um governo de aliança nacional criado no ano passado para encerrar cinco anos de guerra civil. Kabila foi alvo de outro levante em março, que também fracassou. A maior parte do leste do território congolês continua instável e com conflitos armados, apesar da presença de cerca de 10 mil soldados de manutenção de paz da ONU (Organização das Nações Unidas). |
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