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Tropas da ONU matam pelo menos dois no Congo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As tropas da ONU (Organização das Nações Unidas) mataram pelo menos dois manifestantes durante os confrontos desta quinta-feira na República Democrática do Congo. Os confrontos começaram com a captura da cidade de Bukavu por rebeldes, o que fez com que a violência se espalhar por outras cidades do país. Muitas pessoas culpam a ONU por não ter evitado a retomada da violência. O correspondente da BBC em Kinshasa, Arnaud Zajtman, afirma que o processo de paz está em risco. As tropas atiraram contra uma multidão que atacava o prédio onde funcionam os escritórios da organização em Kinshasa, a capital da República Democrática do Congo. A multidão protestava contra a captura da cidade de Bukavu, a leste do país, por soldados dissidentes. Fogo Em Kinshasa, segundo o correspondente da BBC, os manifestantes atearam fogo a diversos carros da ONU, queimaram pneus e saquearam um depósito da organização. Ele afirma ter ouvido relatos de mais mortes, não confirmadas. O líder rebelde afirma que seus soldados vão deixar Bukavu. Os protestos começaram na quarta-feira, quando chegaram as notícias de que a cidade tinha sido capturada. Também há relatos de manifestações contrárias à ONU em Bukavu, Kisangani e Kindu. Em Lubumbashi, no sul do país, há informações de que estudantes foram feridos a bala, segundo o correspondente da BBC. O presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, acusou a Ruanda de estar por trás dos rebeldes. Bukavu está "sob o controle de ocupantes ruandeses", afirmou, dizendo ao correspondente da BBC que é "uma situação de guerra". Ruanda negou qualquer envolvimento. A ONU tem mais de 10 mil soldados na República Democrática do Congo, incluindo mil em Bukavu. |
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