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Corte quer investigar empresas envolvidas na guerra do Congo
O Tribunal Penal Internacional em Haia, na Holanda, disse que pretende investigar empresas em 30 países por suspeita de financiamento da guerra na República Democrática do Congo. O promotor-chefe do Tribunal, Luis Moreno-Ocampo, disse que os executivos de empresas que negociaram com aqueles que cometeram crimes de guerra também seriam acusados. Moreno-Ocampo também alertou que a violência na província de Ituri, no nordeste da República do Congo, continuará, a não ser que empresas interrompam o financiamento indireto do conflito, com a exploração ilegal dos recursos do país. O Tribunal Penal Internacional já tinha anunciado que a guerra na República Democrática do Congo - que acabou oficialmente com a assinatura de um acordo de paz, em dezembro - é a primeira na sua lista de investigações. Comparação Segundo a agência de notícias Associated Press, as empresas identificadas pelo Tribunal estão localizados nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha, na China, na Alemanha, na África do Sul e no Canadá, além de 23 outros países. Moreno-Ocampo descreveu a violência no Congo como o "caso mais importante desde a Segunda Guerra Mundial". Segundo ele, expor os fluxos internacionais de recursos será uma importante etapa de seu trabalho. Estimativas indicam que entre 2,5 milhões e 3,2 milhões de pessoas foram mortas nos cinco anos de guerra civil no país. A guerra começou em 1998, quando Uganda e Ruanda mandaram tropas para apoiar rebeldes que tentavam expulsar o presidente Laurent Kabila. O conflito envolveu seis países africanos. |
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