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Exército de Ruanda reprime ataque e mata 16 rebeldes hutus | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Exército de Ruanda afirmou neste domingo ter reprimido um ataque de rebeldes hutus saídos da República Democrática do Congo. Uma autoridade militar disse que pelo menos 16 rebeldes foram mortos quando tentavam atacar um vilarejo tutsi dentro das fronteiras de Ruanda. Cerimônias realizadas no país marcam durante este mês o aniversário de dez anos do genocídio que deixou cerca de 800 mil pessoas mortas, principalmente tutsis, assassinados por milícias hutus. Remanescentes das milícias se reagruparam após o genocídio na República Democrática do Congo, de onde continuam a operar. Milícias hutus Os detalhes sobre o ataque rebelde, ocorrido no final da noite da última quinta-feira, só foram revelados neste domingo. O chefe das Forças Armadas de Ruanda, major-general James Kabarebe, disse à BBC que uma força de cerca de 250 rebeldes hutus cruzou a fronteira no noroeste do país com o objetivo de matar tutsis. De acordo com Kabarebe, os rebeldes foram interceptados pelo Exército de Ruanda e, depois de um confronto, parte deles fugiu de volta para a República Democrática do Congo, carregando alguns feridos. As indicações são de que o ataque foi planejado para coincidir com as cerimônias pelo décimo aniversário do genocídio de 1994 e para demonstrar a intenção dos rebeldes de atacar os tutsis em Ruanda. No ano passado, o líder militar dos rebeldes se rendeu e retornou a Ruanda, em um episódio que despertou a esperança de que alguns de seus seguidores poderiam fazer o mesmo. No entanto, uma liderança ainda mais linha-dura assumiu o comando dos rebeldes. O governo de Ruanda estima que há ainda cerca de 20 mil rebeldes. O número inclui membros de milícias extremistas hutus que fugiram para a República Democrática do Congo depois de participar do genocídio de 1994. As tentativas anteriores dos rebeldes de entrar em Ruanda foram frustradas pelo Exército do país, mas grupos de defesa dos direitos humanos denunciaram amplos abusos dos soldados contra civis neste processo. |
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