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Cronologia: Ruanda | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Março de 2004 – O presidente Paul Kagame rejeita as conclusões de um relatório francês que diz que ele próprio ordenou o ataque de 1994 contra o avião que levava o então presidente Juvenal Habyarimana. O ataque levou Habyarimana à morte e desencadeou o genocídio de 1994. Dezembro de 2003 – Três ex-diretores de veículos de comunicação são condenados por incitar hutus a matar tutsis durante o genocídio e recebem longas sentenças de prisão. Outubro de 2003 – São realizadas as primeiras eleições parlamentares multipartidárias da história de Ruanda. O partido do presidente Kagame, a Frente Patriótica de Ruanda, conquista a maioria absoluta do Parlamento. Observadores da União Européia advertem que o pleito foi prejudicado por irregularidades e fraudes.
Agosto de 2003 – Kagame vence com tranqüilidade as primeiras eleições presidenciais no país desde o genocídio. Maio de 2003 – Os eleitores dão respaldo a um esboço de Constituição planejada para evitar um novo genocídio. O documento proíbe o incitamento de ódio racial. Outubro de 2002 – Ruanda anuncia estar retirando suas últimas tropas da República Democrática do Congo, quatro anos depois que elas foram enviadas ao país para apoiar rebeldes do Congo na luta contra o governo de Joseph Kabila. Acordo de paz Julho de 2002 – Ruanda e República Democrática do Congo assinam um acordo de paz, segundo o qual Ruanda se compromete a retirar suas tropas do país vizinho e a República Democrática do Congo promete desarmar milicianos hutus acusados de matar tutsis no genocídio. Junho de 2002 – A Corte Internacional de Justiça de Haia, na Holanda, começa a analisar uma ação apresentada pela República Democrática do Congo contra Ruanda e os rebeldes do país por genocídio, agressão e abusos dos direitos humanos. Abril de 2002 – O ex-presidente Pasteur Bizimingu é preso e levado a julgamento, sob a acusação de ter atividades políticas ilegais e ameaçar a segurança do Estado. Dezembro de 2001 – Uma nova bandeira e um novo hino nacional são adotados. Outubro de 2001 – Começam as eleições para escolher os membros dos "gacacas", ou tribunais tradicionais. Esses tribunais são formados por cidadãos comuns que julgam outros pela participação no genocídio. Kagame eleito pela primeira vez Abril de 2000 – Ministros e membros do Parlamento elegem o vice-presidente Paul Kagame para assumir a Presidência. Março de 2000 – O presidente de Ruanda, Pasteur Bizimingu, um hutu, renuncia em meio a uma polêmica sobre a composição do seu gabinete de governo. Ele acusa do Parlamento de perseguir políticos hutus em inquéritos anticorrupção. 1998 – Ruanda muda de posição e passa a apoiar rebeldes que tentam depor Kabila, depois que o novo presidente do Congo não expulsa do país milícias extremistas hutus.
1997 – Rebeldes com o apoio de Ruanda e de Uganda depõem o presidente Mobutu Sese Seko do Zaire. Laurent Kabila assume a presidência e o país passa a adotar um novo nome: República Democrática do Congo. 1996 – Tropas ruandesas invadem o Zaire e atacam campos de refugiados dominados por milícias hutus. 1995 - Um tribunal internacional constituído pela ONU começa a julgar acusados de atrocidades durante o genocídio. 1994-96 - Milícias extremistas hutus e forças do governo do Zaire atacam tutsis Banyamulenge do Zaire. O Zaire tenta forçar os refugiados ruandeses a voltar a seu país. Genocídio Abril de 1994 - Habyarimana e o presidente do Burundi são mortos quando o avião deles é derrubado ao sobrevoar Kigali. A Frente Patriótica de Ruanda lança uma grande ofensiva. A milícia extremista hutu e integrantes do Exército ruandês começam o massacre sistemático de tutsis. Em cem dias, cerca de 800 mil tutsis e hutus moderados são mortos. Milicianos hutus fogem para o Zaire (depois batizado de República Democrática do Congo). Cerca de 2 milhões de refugiados hutus também fogem com os milicianos. 1993 - O presidente Habyarimana assina acordo para compartilhar o governo com os tutsis na cidade de Arusha, na Tanzânia, sinalizando o fim da guerra civil em Ruanda. Missão da ONU é enviada para monitorar o cumprimento do acordo de paz. 1991 - Promulgada em Ruanda uma nova Constituição, que prevê o multipartidarismo. 1990 - Forças rebeldes da Frente Patriótica de Ruanda, majoritariamente tutsi, invadem o território ruandês vindos de Uganda. 1988 - Cerca de 50 mil refugiados hutus fogem do Burundi para Ruanda depois de violência étnica.
1978 - Nova Constituição é ratificada. Habyarimana é eleito presidente de Ruanda. 1973 – O presidnete Gregoire Kayibanda é afastado do poder em um golpe militar liderado por Juvenal Habyarimana. 1963 - Cerca de 20 mil tutsis são mortos em Ruanda depois de uma incursão de rebeldes tutsis que têm base em Burundi, país vizinho. Independência 1962 - Ruanda se torna um país independente e seu presidente é o hutu Gregoire Kayibanda. Muitos tutsis deixam o país. 1961 - É proclamada a República de Ruanda. 1959 - O rei tutsi Kigeri 5º, juntamente com milhares de tutsis, é forçado a se exilar em Uganda depois que eclode a violência entre os diversos grupos étnicos. 1957 - Os hutus divulgam um manifesto pedindo mudanças na estrutura de poder de Ruanda para dar a eles, que são maioria na região, uma voz. São formados partidos políticos hutus. 1923 - A Bélgica obtém um mandato da Liga das Nações para governar Ruanda-Urundi, o que o país faz indiretamente por meio de reis tutsis. 1916 - Forças da Bélgica ocupam Ruanda. 1890 - Ruanda se torna uma colônia da Alemanha na África. 1858 - O explorador britânico Hanning Speke se torna o primeiro europeu a visitar a área. 1800s - O rei tutsi Kigeri Rwabugiri cria um Estado unificado com uma estrutura militar. 1300s - Os tutsis imigram para a área onde fica hoje Ruanda, e que era habitada pelos grupos étnicos hutu e twá. |
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