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Burundi tem 1ª eleição 15 anos após guerra civil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Burundi está realizando nesta nesta sexta-feira eleições municipais, o primeiro pleito no país desde a eclosão, em 1993, de uma sangrenta guerra civil. A votação é um passo histórico na tentativa de criar um novo equilíbrio político para encerrar a guerra que opôs a maioria de etnia hutu e o Exército, liderado por tutsis. Mais de 3 mil vereadores serão escolhidos. No mês que vem, a população vai eleger representantes para o Senado e o Parlamento, antes de votarem para presidente em agosto. As últimas eleições no Burundi, em 1993, precipitaram a tragédia, quando o hutu Melchior Ndadaye venceu a disputa presidencial. Ele foi assassinado pouco depois por soldados tutsis, dando origem a uma guerra civil que deixou cerca de 300 mil mortos. Acordo Todos os grupos rebeldes, com a exceção de um deles, depuseram suas armas e aderiram ao processo político. Sob pressão de líderes africanos, políticos hutus e tutsis negociaram um acordo que garante a ambas as comunidades uma fatia do poder. As eleições locais, primeiro passo para a implementação desse acordo, vão servir de termômetro sobre a popularidade dos dois principais partidos hutus, a Frente para a Democracia no Burundi e as Forças pela Defesa da Democracia, antigo grupo rebelde. Os dois grupos rivais competem pelo prêmio maior em jogo no país: a conquista do poder na esfera nacional. Na quinta-feira, um dos principais partidos tutsis, o Partido pela Recuperação Nacional, anunciou que não reconhecerá os resultados da eleição, após acusar um partido tutsi rival, a União pelo Progresso Nacional, de estar preparando fraudes. Se este pleito – e as próximas eleições até agosto – ocorrerem de forma pacífica, o Burundi terá dado um grande passo para abandonar a violência. Apesar disso, a nação africana ainda enfrenta enormes desafios: as divisões étnicas continuam profundas, e membros da minoria tutsi temem que os partidos hutus passem a dominar o novo Burundi. |
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