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Ex-dono da Yukos entra em greve de fome na Rússia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O empresário russo Mikhail Khodorkovsky, condenado em maio a nove anos de prisão por fraude e evasão de impostos, iniciou uma greve de fome para protestar contra o que considera um tratamento injusto ao seu antigo sócio, Platon Lebedev. Lebedev foi colocado em uma cela solitária por ter supostamente insultado guardas da prisão. Ele recebeu a mesma pena de Khodorkovsky e os dois aguardam numa prisão russa o resultado da apelação. O advogado de Khodorkovsky, que chegou a ser o homem mais rico da Rússia, disse à TV russa que o empresário vem recusando comida e água há vários dias. Um comunicado lido pelo advogado acusa o governo do presidente Vladimir Putin de ter ordenado a punição a Lebedev para atingir Khodorkovsky, após este ter dado entrevistas sobre seu caso. Ex-dono da empresa de petróleo Yukos, Khodorkovsky chegou a ter uma fortuna estimada em US$ 15 bilhões. Após sua prisão, o governo russo cobrou da empresa US$ 27,5 bilhões em impostos atrasados. Antes de ser preso pelas autoridades russas, em outubro de 2003, Khodorkovsky havia começado a financiar partidos políticos de oposição, o que teria irritado o Kremlim. Em suas entrevistas recentes, Khodorkovsky sugeriu que pode no futuro se candidatar ao Parlamento, mesmo preso. |
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