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Ministro russo admite 'elemento político' em ação contra bilionário | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro da Economia da Rússia, German Gref, disse à BBC que razões políticas tiveram um papel no processo contra o homem mais rico do país. O bilionário do petróleo Mikhail Khodorkovsky está sendo levado a julgamento nesta quarta-feira, acusado de fraude e evasão fiscal. Khodorkovsky vinha financiando grupos políticos que se opõem ao presidente da Rússia, Vladimir Putin. O processo vem preocupando investidores estrangeiros sobre a interferência do Estado em processos legais. 'Alvo fácil' O governo russo admite, agora, o que muitos de seus críticos vinham dizendo. Gref disse à BBC que o caso contra Khodorkovsky tinha "um certo elemento político". Ele disse também que a empresa de Khodorkovsky, Yukos, tinha se envolvido em atividades políticas. O ministro indicou que via isso como uma deslealdade a Putin e que Khodorkovsky tinha feito de si mesmo um alvo fácil ao tentar, alegadamente, cometer fraude e evasão fiscal. Khodorkovsky, que tem uma fortuna estimada em US$ 15 bilhões, ficou rico nos anos 1990 comprando reservas de petróleo e outros ativos privatizados pelo governo russo depois do colapso do comunismo. Muitos investidores estrangeiros estão seguindo o processo de perto, preocupados que isso possa ser o começo de uma campanha do governo para renacionalizar os ativos, alguns de propriedade de estrangeiros – que acredita terem sido vendidos baratos demais. |
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