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Sentença de Khodorkovsky é adiada na Rússia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A sentença do magnata russo Mikhail Khodorkovsky, ex-presidente da gigante do petróleo Yukos, foi adiada até 16 de maio. A juíza deveria dar o veredito nesta quarta-feira, mas um aviso no tribunal, em Moscou, informou que sua decisão tinha sido adiada. "Não haverá audiência hoje", disse um funcionário da segurança do tribunal. Não houve nenhuma explicação imediata para o adiamento. Khodorkovsky é acusado de fraude e evasão fiscal. Se condenado, ele pode receber uma pena de até dez anos de prisão. Político O milionário de 41 anos sempre se disse inocente, e muitos observadores dizem que seu julgamento tem motivação política. Eles dizem que o magnata está sendo punido pelo governo russo por suas supostas ambições políticas. Pouco antes de ser preso, em outubro de 2003, Khodorkovsky estava começando a financiar partidos políticos de oposição. Em dezembro, o governo vendeu a antiga unidade principal de produção de petróleo da Yukos, depois que a empresa não conseguiu pagar US$ 27,5 bilhões em impostos atrasados. A estatal do petróleo Rosneft acabou comprando a empresa por US$ 9,4 bilhões. Khodorkovsky está sendo julgado juntamente com seu ex-colega Platon Lebedev, que também alega inocência. O caso vem se arrastando por dez meses. Analistas estão divididos sobre a possibilidade de Khodorkovsky ser considerado culpado. Alguns dizem que o discurso anual do presidente russo, Vladimir Putin, no Parlamento, na segunda-feira, continha alguns comentários suavizadores. Putin teria dado a entender que a prisão pode não ser o único destino de Khodorkovsky. Esses analistas dizem que o governo pode acabar soltando-o, para acalmar empresas e governos ocidentais preocupados com o que consideram uma grande interferência do Estado nos negócios do país. |
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