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Donos da Yukos querem US$ 28 bi do governo russo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O grupo que controla 51% das ações da gigante petrolífera russa Yukos abriu um processo contra o governo da Rússia exigindo indenização de US$ 28,3 bilhões (o equivalente a R$ 74 bilhões). No ano passado, o governo russo assumiu o controle sobre a principal unidade de produção da Yukos, a Yugansk, e a vendeu para o grupo petrolífero estatal Rosneft por US$ 9,3 bilhões (cerca de R$ 24 bilhões). A medida foi justificada pelo governo como uma indenização por uma dívida da Yukos com o fisco russo que chegava a US$ 27 bilhões (aproximadamente R$ 70 bilhões). No entanto, o grupo acionista majoritário da Yukos, a holding Menatep, alega que a transação foi ilegal. O Menatep já havia exigido da Rosneft o pagamento de US$ 900 milhões (cerca de R$ 2,3 bilhões) referentes a um empréstimo que a Yugansk havia feito. Evasão fiscal O governo da Rússia, por sua vez, acusou a Yukos de utilizar uma rede de empresas no exterior para evadir a cobrança de impostos e, por isso, conseguiu ordens judiciais congelando os bens da empresa. No entanto, os críticos do governo dizem que a operação não passou de uma tentativa estatal de retomada da indústria de energia. A Menatep também acusa o governo de desrespeitar o Tratado de Energia de 1994, criado para regulamentar disputas sobre investimentos em energia. A holding afirma que o valor da parcela que detém da Yukos despencou de US$ 17,8 bilhões (cerca de R$ 46,4 bilhões) para "virtualmente nada" em 2003 em decorrência da desvalorização de 97% das ações. |
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