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Putin diz que não aceita 'chantagem' no caso Yukos
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira que não vai ceder a "nenhuma chantagem" em relação ao caso da Yukos, gigante do petróleo no país, cujo ex-presidente, Mikhail Khodorkovsky, foi preso sob acusação de evasão fiscal. Em entrevista coletiva, ao fim de um encontro com líderes da União Européia em Roma, Putin disse que os oligarcas russos, que enriqueceram com as privatizações no país, gastaram "centenas de milhões de dólares" para defender a posição deles, pagar os melhores advogados e instigar a mídia a atacar o governo. O presidente russo prometeu um ataque "duro e consistente" a todas as atividades ilegais na Rúsia, independente de quem sejam os responsáveis. "Nosso objetivo não é ir atrás de indivíduos específicos, mas estabelecer a ordem em nosso país", disse Putin. "E vamos fazer isso de forma consistente e dura, sem prestar atenção a quaisquer tentativas que essas pessoas possam fazer para se defender ou mesmo apelar para chantagem. Tentativas de chantagear autoridades públicas vão fracassar", acrescentou. Parceria Em meio às declarações de Putin sobre o caso Yukos, os líderes do bloco europeu concordaram em pressionar para que a Rússia ingresse na Organização Mundial do Comércio (OMC) até o fim do ano que vem. O presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, alertou Putin para o fato de que uma maior cooperação econômica depende de garantias de que a aplicação da lei na Rússia não ocorre de forma discriminatória. De acordo com Prodi, a União Européia recebeu garantias de Putin nesse sentido durante o encontro em Roma. A declaração conjunta ao fim da reunião de cúpula, que é realizada duas vezes por ano, diz que as conversas foram "intensas" e "produtivas". O texto também enfatiza uma "parceria estratégica" e a "visão de um continente unido". Além da declaração conjunta, Rússia e representantes da União Européia também assinaram uma série de acordos. Entre eles, um de cooperação científica e outro que prevê maior colaboração entre as forças policiais da Rússia e do bloco europeu. |
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