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Clérigo xiita diz que 'resistência armada é legítima' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Moqtada al-Sadr, o clérigo xiita radical cuja milícia lidera a revolta contra as tropas americanas em Najaf, no Iraque, disse em entrevista à BBC que a "resistência armada é legítima". Em uma entrevista ao programa de televisão da BBC Newsnight, al-Sadr disse que mesmo o presidente americano, George W. Bush, concordaria que lutar contra uma força de ocupação é uma forma correta de agir. Al-Sadr acrescentou que não vai interferir com o processo democrático do país. "Quem quiser tomar parte (do processo democrático), tem permissão. A resistência é legítima em todos os níveis, religiosa, intelectual etc", afirmou. “A primeira pessoa a reconhecer este fato é o assim chamado presidente americano, Bush, que afirmou 'se meu país é ocupado, eu vou lutar'", disse al-Sadr. Rebelião nacional O clérigo Moqtada al-Sadr já convovou uma rebelião nacional contra soldados estrangeiros no Iraque e enviou seus homens, do Exército Mehdi, para enfrentar os "invasores estrangeiros" e a polícia iraquiana. Apesar disso, em suas declarações que deverão ser exibidas na noite desta segunda-feira, al-Sadr disse que acredita que "os Estados Unidos não querem o confronto". "Então eu convoco os outros envolvidos como o Exército Iraquiano e a polícia, para exercer a moderação com o povo iraquiano e não aceitarem provocações, pois isto não é do interesse do Iraque", afirmou. "A ocupação em si é um problema. O fato de o Iraque não ser independente é um problema. E outros problemas vêm desses, do sectarismo à guerra civil. A causa é a presença americana", acrescentou al-Sadr. O Iraque deverá ter uma nova Constituição a partir do dia 15 de agosto, mas al-Sadr, que é um líder para boa parte dos xiitas iraquianos, afirmou que não terá nenhum papel na sua elaboração. Ele também disse que não assumirá nenhum papel político enquanto os soldados americanos permanecerem no Iraque. "Pessoalmente, não vou interferir. Nossa constituição é o Corão e a Sunnah (outro livro sagrado dos muçulmanos) e eu recuso qualquer papel político enquanto a ocupação estiver presente (no Iraque)", disse al-Sadr, que acrescentou que não vai impedir a participação de outros líderes na política do país. A entrevista, a primeira de al-Sadr à mídia ocidental, foi gravada nas duas últimas semanas. |
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