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Violência se espalha por várias cidades do Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Combates entre tropas da coalizão liderada pelos Estados Unidos e militantes iraquianos se espalharam por várias regiões do Iraque nesta terça-feira. Forças americanas têm enfrentado grande resistência na cidade de Falluja, considerada um "foco de resistência" contra a coalizão liderada pelos Estados Unidos. O Exército dos Estados Unidos armou uma grande operação militar na cidade para tentar capturar os responsáveis pelas mortes de quatro civis americanos na semana passado. Cerca de 1,2 mil militares isolaram a área e estão realizando ações. No entanto, eles têm enfrentado resistência de militantes armados com metralhadoras e bazucas. Autoridades militares dos Estados Unidos disseram ainda que quatro de seus soldados foram mortos na segunda-feira em uma operação na província de Anbar, a oeste de Bagdá – Falluja fica nessa região, porém não está claro se as mortes ocorreram na cidade. Combates também ocorreram na região da cidade de Nasiriya, onde pelo menos 15 iraquianos teriam morrido. Confrontos em Kut, ao sul de Bagdá, também mataram um soldado ucraniano e deixaram outros cinco feridos. Duas frentes Os confrontos enfrentados por americanos e seus aliados no Iraque estão ocorrendo em duas frentes. Na primeira, que inclui a cidade de Falluja, os Estados Unidos estão enfrentando a resistência sunita, ligada a antigos seguidores e colaboradores do regime de Saddam Hussein. Nas áreas mais ao sul do país, os Estados Unidos estão enfrentando agora também um conflito com militantes da comunidade xiita ligados ao clérigo Moqtada Sadr, tido como radical. O governo Bush está lidando com os eventos dos últimos dias como casos isolados. Um porta-voz do Departamento de Defesa em Washington disse que a explosão de violência no Iraque não está sendo considerada como um levante envolvendo a maioria xiita, mas apenas como uma tentativa de Moqtada Sadr de ganhar poder e influência antes de os EUA entregarem o comando do país para os iraquianos. Apesar disso, os comandantes militares americanos receberam ordens de apresentar planos para o envio de reforços ao Iraque, caso a atual onda de violência fique fora de controle. Pelo menos 50 pessoas, incluindo mais de 20 militares das forças de coalizão, morreram desde que os distúrbios atribuídos a Sadr começaram no sábado. |
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