|
Pentágono pode enviar reforços ao Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos estão analisando a possibilidade de enviar mais tropas ao Iraque para o caso da situação no país sair de controle e a violência aumentar ainda mais. A revelação foi feita por um representante das forças armadas americanas, que salientou que não acredita que os Estados Unidos sejam obrigados a adotar tal medida. Pelo segundo dia consecutivo, centenas de simpatizantes armados do clérigo xiita Moqtada Sadr foram às ruas no Iraque participar de violentas manifestações, entrando em choque com soldados da força de coalizão que ocupa o país. A prisão de Moqtada está sendo pedida em um mandado emitido pela coalizão. O mandado se refere ao suposto assassinato de um clérigo rival por Sadr cerca de um ano atrás – um crime com o qual o acusado nega qualquer envolvimento. Potencial “Os eventos do fim de semana mostram que há um óbvio potencial de mais manifestações e mais violência”, disse um representante do comando central militar americano em Washington. “Nós pedimos ao nosso pessoal que verifiquem quais as forças que estão disponíveis para mobilização rápida.” O oficial, que não quis ser identificado, disse que o pedido foi feito “a título de planejamento”, e que os Estados Unidos têm “forças adequadas” no Iraque. Atualmente, há cerca de 134 mil soldados no Iraque, que integram a coalizão militar de, no total, 155 mil soldados. “Nós sempre fazemos nosso planejamento tendo em mente o pior cenário. E, claramente, se as coisas saírem de controle por lá, nós teríamos que começar a ver o número de tropas que nós temos”, explicou o oficial. Jornal e prisão Os protestos foram desencadeados pelo fechamento há uma semana do jornal de Sadr, o Al-Hawza, sob a alegação de que o periódico estava incitando violência. No sábado, as manifestações se intensificaram, depois que um dos principais assessores de Sadr, Mustafa Yacoubi, foi preso em conexão com o mesmo crime de que o clérigo xiita é acusado – o assassinato do clérigo Abdel-Majid Al-Khoei em Najaf, em abril de 2003.
Apesar de os xiitas no Iraque terem recebido bem a ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos no ano passado com o objetivo de afastar Saddam Hussein do poder, Sadr vinha criticando a ocupação americana. O administrador civil interino dos Estados Unidos no Iraque, Paul Bremer, disse ele não iria tolerar as provocações de Sadr, e adiou uma viagem que faria a Washington. Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, acusou Sadr de estar usando a violência como arma para impedir o desenvolvimento da democracia no Iraque. Bush negou que as mortes tenham feito os Estados Unidos mudarem seus planos de entregar o poder no país aos iraquianos no final de junho, como está previsto. Ataques Helicópteros militares americanos atacaram um grupo de simpatizantes do clérigo em um bairro no noroeste de Bagdá, enquanto tanques avançaram em uma outra área da capital. Também houve tensão em outras cidades iraquianas nesta segunda-feira. Forças espanholas disseram ter sido atacadas com tiros de morteiro esporádicos nas cidades de Najaf e Diwaniyah. Cerca de 50 pessoas morreram no país desde o sábado, quando a atual onda de violência começou. Tropas americanas também iniciaram nesta segunda-feira uma ofensiva em Fallujah, uma cidade de maioria sunita onde, na semana passada, quatro americanos foram brutalmente mortos e mutilados por uma multidão. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||