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Repressão a protesto mata 18 e fere 200 no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 18 pessoas morreram em uma manifestação que terminou em confronto com as tropas de ocupação no Iraque, na cidade de Najaf. A violência deixou mais de 200 feridos. Entre os mortos estão quatro soldados de El Salvador, que operam sob coordenação das tropas espanholas. Ainda não há informações detalhadas sobre como a confusão começou. Os militares espanhóis dizem que reponderam depois de serem atacados a tiros. Mas, de acordo com populares que estavam no local, os soldados atiraram primeiro. Os manifestantes, em sua maioria xiitas, protestavam contra suposta a prisão de Mustafa al-Yaqoubi e o fechamento de seu jornal. Segundo os militares americanos, o jornal foi fechado temporariamente por incitar a violência. Al-Yaqoubi é considerado um dos homens mais próximos ao clérigo xiita Moqtada Sadr, um dos principais opositores à ocupação liderada pelos Estados Unidos. A manifestação O protesto deste domingo foi realizado em frente a um prédio ocupado pelas tropas comandadas pelos militares espanhóis, que, além de El Salvador, inclui contingentes de outros países de língua espanhola. Há informações de que o prédio foi apedrejado antes que os soldados começassem a atirar. Mas os que estavam na passeata dizem que foram atacados primeiro. "Alguns manifestantes que estava armados começaram a atirar respondendo ao fogo das tropas espanholas", afirma o manifestante Hussein Ali. Pelo menos alguns dos que estavam na passeata seriam membros da milícia armada Exército de Mehdi, um grupo de Moqtada Sadr que foi colocado na clandestinidade. O administrador americano para o Iraque, Paul Bremer disse que, desta vez, os manifestantes "passarm da conta". |
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