|
Xiitas iraquianos tomam sede do governo em Basra | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Seguidores do clérigo radical iraquiano Moqtada Sadr, um dos principais líderes contrários à ocupação do Iraque liderada pelos Estados Unidos, tomaram nesta segunda-feira o controle da sede do governo local em Basra, no sul do país. De acordo com um correspondente da BBC no local, cerca de 150 pessoas ocuparam o prédio e muitas outras se juntaram no lado de fora do escritório do governador da cidade. Parte dos policiais responsáveis pela segurança do edifício também teriam se juntado ao protesto. Os manifestantes xiitas afirmam que não deixarão o local até que todas suas exigências sejam atendidas, incluindo a libertação do xeque Yakubi, vice de Moqtada Sadr detido pela coalizão militar liderada pelos Estados Unidos. Tanques britânicos se dirigiram para a região e criaram um cerco ao redor do prédio, mas não entraram em confronto com os xiitas. Autoridades locais iraquianas tentam negociar uma solução pacífica para o impasse. Confrontos A invasão do prédio em Basra ocorreu após um dia de violentos confrontos durante protestos de seguidores do clérigo Moqtada Sadr. Pelo menos 30 pessoas foram mortas nas manifestações do fim de semana no Iraque. Em Bagdá, sete soldados americanos morreram durante confronto com militantes leais ao clérigo que tentavam invadir postos policiais e prédios públicos no subúrbio xiita de Cidade Sadr. No domingo, cerca de 20 seguidores de Moqtada Sadr foram mortos, junto com dois soldados da coalizão, em confrontos perto da cidade de Najaf. O clérigo radical xiita afirma que as manifestações de protesto são fúteis e que chegou a hora de "aterrorizar o inimigo". Barbara Plett, correspondente da BBC em Bagdá, afirma que os confrontos de domingo podem ter aberto uma nova frente na batalha pelo controle do Iraque já que o grupo de Sadr nunca se uniu à resistência armada dominada por sunitas. Os confrontos começaram com protestos contra a prisão do xeque Yakubi e o fechamento de um jornal contrário à ocupação do Iraque. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||