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Sete americanos morrem em conflitos com xiitas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos sete soldados americanos foram mortos em choques com uma milícia xiita em Bagdá, neste domingo, segundo militares dos Estados Unidos. Pelo menos 24 soldados americanos ficaram feridos nos incidentes que aconteceram no bairro de Sadr City, em Bagdá. Também neste domingo, 20 pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas em choques entre as tropas lideradas pelos espanhóis e manifestantes xiitas na cidade de Najaf. Um soldado de El Salvador e um americano teriam morrido nesses choques. O administrador americano do Iraque, Paul Bremer, disse que os manifestantes tinham "passado dos limites e partido para violência". Protestos Os choques em Bagdá ocorreram depois que membros de uma milícia fiel ao clérigo xiita Moqtada Sadr assumiram controle de delegacias de polícias e prédios do governo em Sadr City, segundo nota dos militares americanos. As manifestações surgiram em protesto pela prisão de um auxiliar do clérigo e pelo fechamento de um jornal em que Moqtada Sadr pregava contra a ocupação do Iraque. A nota diz que os integrantes da milícia atacaram soldados com pequenas armas de fogo e granadas de propulsão por foguete. Sadr City, que fica nos arredores de Bagdá, é a fortaleza dos seguidores de Moqtada Sadr. A violência ocorreu horas depois que seus seguidores marcharam sobre a base das forças da coalizão perto de Najaf. Os protestos foram feitos em frente ao quartel onde estão os militares espanhóis, que lideram as forças da coalizão em Najaf. Tropas de El Salvador e de outros países de língua espanhola também estão baseados nesse quartel. Hussein Ali, um dos participantes da manifestação, disse que os primeiros tiros saíram dos manifestantes. "Alguns manifestantes, que estavam armados, atiraram contra as tropas espanholas, que responderam atirando na multidão. Foi uma carnificina", disse ele. Pelo menos alguns dos participantes da manifestação eram integrantes armados da milícia Exército de Mehdi, de Moqtada Sadr, que foi banida. Terror Os xiitas também fizeram manifestações no sul do país. As tropas britânicas se envolveram em choques com manifestantes em Amara, que fica no sul. "Entendemos que houve vítimas iraquianas (nos choques em Amara)", disse uma porta-voz militar em Londres. Segundo ela, os soldados britânicos responderam com tiros depois de terem sido atacados. Em Bagdá, um porta-voz de Moqtada Sadr disse que ele tinha apelado pelo fim dos protestos, pedindo a seus seguidores que se reunissem em mesquitas. No entanto, uma nota do clérigo diz: "Aterrorizem seu inimigo, pois não podemos permanecer em silêncio sobre suas violações". Não está claro, pela tradução da nota do clérigo, se ele está literalmente conclamando seus seguidores para que apelem à violência. Mas não há dúvidas sobre a militância de alguns de seus seguidores. "Sheikh Moqtada Sadr é nosso líder. Ele vai liderar o Iraque. Hoje lutamos contra a ocupação da tropas e vamos continuar lutando até assumirmos o poder", disse Mohammad Hanoun, 23, um manifestante em Bagdá, que empunhava uma corrente. Fuzileiros Os militares americanos disseram ainda que dois fuzileiros navais dos EUA foram mortos na província de Al-Anbar, um dos focos de violência contra a coalizão. "Um fuzileiro foi morto em ação, ontem. O outro morreu hoje de de ferimentos recebidos em outra ação também ontem", diz a nota dos militares americanos. Desde que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, declarou encerradas as maiores operações de combate, em 1º de maio de 2003, já morreram 459 militares americanos. |
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