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Iraque decreta prisão de clérigo xiita | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As autoridades americanas no Iraque anunciaram nesta-segunda feira que um mandado de prisão foi expedido por um juiz iraquiano contra o clérigo xiita Moqtada Sadr. A ordem teria sido baseada no alegado envolvimento de Sadr no assassinato de um outro religioso no ano passado. Mais cedo, o administrador americano do Iraque, Paul Bremer, disse que "não vai tolerar as provocações" de Sadr àquilo que chamou de autoridade legítima do país. Bremer afirmou que a "lei e a ordem que o povo iraquiano merecem" será reestabelecida, apesar de as forças da coalizão lideradas pelos americanos estarem enfrentando revoltosos xiitas e sunitas. O presidente George W. Bush também reafirmou a determinação dos Estados Unidos de "não se deixar abalar por bandidos e terroristas" e reiterou o compromisso de transferir o poder do Iraque para os iraquianos até 30 de junho. Fim de ocupação Em Basra, no sul do Iraque, simpatizantes do clérigo radical iraquiano encerraram a ocupação da sede do governo local. De acordo com um correspondente da BBC no local, cerca de 150 pessoas passaram horas no prédio, e muitas outras se reuniram do lado de fora do escritório do governador da cidade. O correspondente da BBC afirmou também que os manifestantes levaram armas e lança-granadas para dentro do prédio e que chegou a haver troca de tiros quando tropas britânicas se aproximaram do local, voltando atrás em seguida. Os manifestantes xiitas afirmavam que não iriam sair do prédio até que todas suas exigências sejam atendidas, incluindo a libertação do xeque Yakubi, vice de Moqtada Sadr, detido pela coalizão. Cerco Tanques britânicos se dirigiram para a região e criaram um cerco ao redor do prédio, mas não entraram em confronto com os xiitas. Autoridades locais iraquianas tentam negociar uma solução pacífica para o impasse. Analistas na região dizem que, embora os americanos descrevam Sadr como representante de uma minoria entre os xiitas, a questão é se a estratégia adotada por eles vai ou não aumentar o apoio ao clérigo e agravar a situação. Ainda nesta segunda-feira, tropas americanas e militantes xiitas se enfrentam em Bagdá, a capital do Iraque. Helicópteros Apache estão sendo usados em um distrito xiita no oeste da cidade. Testemunhas dizem que foram disparados tiros dos helicópteros em direção aos militantes, que também são simpatizantes de Moqtada Sadr. Na cidade de Fallujah, considerada um "bolsão de resistência" aos Estados Unidos, soldados americanos participam de uma operação contra militantes. Ataques aéreos Dez iraquianos foram mortos em ataques aéreos americanos à cidade, segundo a rede de televisão Al-Arabiya, baseada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O correspondente da Al-Arabiya afirma que dezenas de pessoas ficaram feridas quando aviões americanos atacaram cinco casas na cidade. Há confrontos em Fallujah entre pessoas armadas e as forças americanas, segundo a TV. No começo desta segunda-feira, os militares americanos tinham isolado Fallujah, fechando as entradas da cidade. No começo da manhã, um correspondente da BBC em Bagdá disse que militares americanos estavam protegendo edifícios do governo local com o auxílio de tanques. Bagdá O correspondente também afirmou que iraquianos "socavam o ar" e cantavam em protesto enquanto aconteciam os funerais de mortos nos conflitos entre americanos e iraquianos no domingo. Sete soldados americanos e mais de 20 iraquianos foram mortos durante a noite em Bagdá. Analistas dizem que os confrontos de domingo podem ter aberto uma nova frente na batalha pelo controle do Iraque já que o grupo de Sadr nunca se uniu à resistência armada dominada por sunitas. Os confrontos começaram com protestos contra a prisão do xeque Yakubi e o fechamento de um jornal contrário à ocupação do Iraque. |
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