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EUA tentam conter revolta no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Combates entre tropas da coalizão liderada pelos Estados Unidos e militantes iraquianos se espalharam por várias regiões do Iraque nesta terça-feira. Após um dia de confrontos, soldados americanos capturaram parte da cidade de Falluja, centro de resistência dos muçulmanos sunitas. O Exército dos Estados Unidos armou uma grande operação militar na cidade para tentar capturar os responsáveis pelas mortes de quatro civis americanos na semana passado. Cerca de 1,2 mil militares isolaram a área e estão realizando ações, mas têm enfrentado resistência de militantes armados com metralhadoras e bazucas. Najaf Há violência também em áreas xiitas, onde as forças de ocupação enfrentam milícias leais ao religioso Moqtada Sadr pelo terceiro dia consecutivo. Sadr continua cercado por seguidores armados na cidade santa de Najaf. A milícia de Sadr, conhecida como o Exército Mehdi, realizou manifestações violentas e atacou forças lideradas pelos americanos em várias cidades do Iraque. Alguns desdobramentos dos combates nesta terça-feira no Iraque: • Houve combates violentos em Falluja, onde soldados americanos, com o apoio de helicópteros, tanques e veículos de assalto, capturaram parte da cidade. Há relatos de mortes de iraquianos. • Tropas italianas mataram 15 iraquianos em confrontos com militantes xiitas na cidade de Nasiriya. • Um soldado ucraniano foi morto e cinco foram feridos em combates com militantes em Kut, ao sul de Bagdá, segundo declaração do Ministério da Defesa da Ucrânia. • Um caminhoneiro búlgaro foi morto quando seu comboio foi atacado perto de Nasiriya. • Dois soldados poloneses e três combatentes búlgaros foram feridos durante um tiroteiro perto da cidade de Karbala, de acordo com um porta-voz militar da Polônia. • Há relatos de combates na cidade de Amara, no sul do país, onde a segurança está a cargo de tropas britânicas. Confrontos no local deixaram 12 iraquianos mortos nas últimas 48 horas. A falta de segurança levou o Irã a alertar seus cidadãos para que não viajem ao Iraque, segundo a mídia oficial iraniana. Pelo menos 50 pessoas, incluindo mais de 20 militares das forças de coalizão, morreram desde que os distúrbios atribuídos a Sadr começaram, no sábado. Tropas O Secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, disse que não há planos para o envio de tropas adicionais ao Iraque. Em coletiva para a imprensa, Rumsfeld disse que há 135 mil soldados americanos no país, 20 mil a mais do que o número anterior. Essa quantidade, segundo ele, deve diminuir, não aumentar. Duas frentes Os confrontos enfrentados por americanos e seus aliados no Iraque estão ocorrendo em duas frentes. Na primeira, que inclui a cidade de Falluja, os Estados Unidos estão enfrentando a resistência sunita, ligada a antigos seguidores e colaboradores do regime de Saddam Hussein. Nas áreas mais ao sul do país, os Estados Unidos estão enfrentando agora também um conflito com militantes da comunidade xiita ligados ao clérigo Moqtada Sadr. Um porta-voz do Departamento de Defesa em Washington disse que a explosão de violência no Iraque não está sendo considerada como um levante envolvendo a maioria xiita, mas apenas como uma tentativa de Moqtada Sadr de ganhar poder e influência antes de os EUA entregarem o comando do país para os iraquianos. Apesar disso, os comandantes militares americanos receberam ordens de apresentar planos para o envio de reforços ao Iraque, caso a atual onda de violência fique fora de controle. |
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