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Atualizado às: 26 de junho, 2005 - 10h01 GMT (07h01 Brasília)
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Novo presidente do Irã 'criará problemas', diz vice de Israel
Mahmoud Ahmadinejad
Ahmadinejad prometeu conter influência ocidental no país
O vice-primeiro-ministro de Israel, Shimon Peres, disse que a eleição de um conservador no Irã representa um risco para a comunidade internacional.

“A conclusão é que a combinação de extremistas (no poder), armas não-convencionais e isolamento do Ocidente vai continuar e vai gerar muitos problemas para o mundo livre”, disse Peres.

No entanto, o Ministério de Relações Exteriores iraniano disse que manterá sua política de ampliar e melhorar as relações com outras nações da região, “com a exceção de Israel”.

Dentro do país, a polêmica em torno da eleição do conservador Mahmoud Ahmadinejad foi ampliada por afirmações de Akbar Hashemi Rafsanjani, o candidato derrotado no segundo turno das eleições.

Ele disse que ocorreram “truques ilegais” de campanha.

Em sua primeira declaração pública depois da vitória, o clérigo considerado moderado, afirmou à agência de notícias ISNA que "todos os meios do regime foram usados de forma organizada e ilegal para intervir na eleição".

"Não pretendo entrar com uma reclamação junto aos juízes (eleitorais), que mostraram que não podem ou não querem fazer nada. Entrei na eleição apenas para servir à revolução, ao Islã, ao Irã e ao povo iraniano."

Rafsanjani condenou "aqueles que gastaram centenas de bilhões de rials do dinheiro do povo para difamar a mim e à minha família".

"Espero que o país se livre destes inimigos sem lógica ou fé", disse Rafsanjani.
Akbar Hashemi Rafasanjani, de 70 anos, foi presidente do Irã entre 1989 e 1997.

Ele era o favorito e se declarava um liberal disposto a se aproximar do Ocidente.
Entretanto, o candidato derrotado afirmou que todos devem ajudar o novo presidente eleito, que venceu com 62% dos votos.

'Moderno'

Depois de sua vitória, Ahmadinejad afirmou que planeja criar um país modelo "moderno, avançado e islâmico" para o resto do mundo, "uma sociedade islâmica exemplar, desenvolvida e poderosa".

Cerca de 22 milhões de eleitores compareceram às urnas no segundo turno, um comparecimento de 60% do eleitorado, o que significou uma queda dos 63% de comparecimento registrados no primeiro turno, na semana passada. O voto no Irã não é obrigatório.

Ahmadinejad, de 49 anos, fez de sua campanha uma plataforma para o conservadorismo islâmico e surpreendeu muitos observadores ao derrotar cinco outros candidatos no primeiro turno.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, descreveu a vitória de Ahmadinejad como "uma profunda humilhação" para os Estados Unidos.
Ahmadinejad também prometeu lutar contra a corrupção e resistir à "decadência ocidental".

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