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Cai último obstáculo legal à retirada de Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Suprema Corte de Israel rejeitou nesta quinta-feira um recurso de colonos judeus que querem impedir a retirada dos assentamentos da Faixa de Gaza. Com isso, caiu o último obstáculo legal para os planos de retirada do primeiro-ministro Ariel Sharon. Os colonos alegavam que o plano é uma violação aos seus direitos humanos. A partir de agosto, Israel vai começar a retirada dos 8 mil colonos judeus da Faixa de Gaza e dos soldados que os protegem, mas vai manter o controle das fronteiras, costa e espaço aéreo do território. O plano enfrenta forte oposição por parte dos colonos e seus aliados, que há meses vêm tentando impedir sua realização. Os colonos apresentaram 12 petições pedindo que a lei fosse invalidada ou, pelo menos, esvaziada, mas os juízes deixaram a legislação praticamente intacta, fazendo apenas pequenas alterações técnicas no pacote de compensações. Dez dos 11 juízes da Suprema Corte consideraram o plano legal. Apenas um deles disse que a medida era inconstitucional e deveria ser suspensa. Os líderes dos colonos disseram que a decisão é irrelevante e que eles vão continuar resistindo à retirada. As preparações para a retirada continuaram na quarta-feira à noite, quando o ministro da Defesa israelense, Shaul Mofaz, e o ministro do Interior palestino, Nasser Youssef, acertaram novos pontos de coordenação para as medidas de segurança durante a saída dos colonos. |
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