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Retirada de Gaza será adiada para agosto, diz Sharon | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, confirmou que o início da operação de retirada de tropas e colonos da Faixa de Gaza será adiado em três semanas. O governo havia planejado começar a retirada em julho mas, em entrevista a uma rede de TV, Sharon afirmou que agora a operação vai ser iniciada em meados de agosto. A data era questionada por religiosos judeus por coincidir com o feriado de Tisha Be'Av, que inclui um luto de três semanas para marcar a destruição dos templos judaicos em Jerusalém. Neste ano, a data principal do feriado será 14 de agosto. Rabinos ligados aos colonos da Cisjordânia já vinham advertindo o primeiro-ministro de que, de acordo com a tradição, os judeus não podem mudar de residência durante o Tisha Be'Av. Contrários à retirada, os judeus ortodoxos dos assentamentos afirmavam que a escolha da data era um sinal de que as medidas trariam a Israel destruição e dor semelhantes àquelas enfrentadas quando os babilônios, e depois os romanos, destruíram os templos de Jerusalém. Israel tem 21 assentamentos na Faixa de Gaza. Alguns deles abrigam mais de 7 mil pessoas. Cerca de 1,5 milhão de palestinos também vivem na região. |
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