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Israel suspende transferência de controle na Cisjordânia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo de Israel suspendeu a passagem de controle de cidades na Cisjordânia para os palestinos até que grupos militantes sejam desarmados. O gabinete de segurança de Israel teria tomado essa decisão por recomendação do ministro da Defesa, Shaul Mofaz. Ela vem num dia em que soldados israelenses mataram a tiros dois adolescentes palestinos na Cisjordânia. Apenas duas das cinco cidades na Cisjordânia cujo encargo de segurança o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, concordou em transferir para os palestinos viveram esse processo - Jericó e Tulkarem. O procedimento foi acertado em uma reunião de cúpula pela paz em fevereiro por Sharon e pelo líder palestino Mahmoud Abbas, e incluía também Qalqilya, Ramallah e Belém. Mofaz acusa os palestinos de não cumprirem seu compromisso de recolher armas de militantes em Jericó e Turlkarem desde que as cidades passaram para o seu controle, em março. Os palestinos, por sua vez, dizem que os israelenses não estão cumprindo o que prometeram. Israel é um aliado-chave dos Estados Unidos, um dos principais mediadores do processo de paz, e exigiu repetidamente que a Autoridade Palestina desmantele os grupos armados. Mas o chefe do Serviço Palestino de Segurança Preventiva, Rashid Abu Shbak, disse na Faixa de Gaza que não há intenção de se retirar o que ele chamou de armas de resistência. Ele acrescentou, porém, que essas armas não devem ser mostradas em público e nem usadas para resolver disputas privadas. Na semana passada, Abbas ameaçou usar "mão de ferro" contra quem violar a trégua informal acertada com Israel. |
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