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Sharon admite adiar retirada da Faixa de Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse que vai discutir com seu gabinete a possibilidade de adiar o início da retirada de assentamentos e tropas dos territórios palestinos ocupados da Faixa de Gaza. O governo havia planejado inicialmente começar a retirada em julho. A data era questionada por religiosos judeus por coincidir com o feriado de Tisha Be'Av, que inclui um luto de três semanas para marcar a destruição dos templos judaicos em Jerusalém. Neste ano, a data principal do feriado será 14 de agosto e pode levar a retirada para depois desse dia. Rabinos ligados aos colonos da Cisjordânia já vinham advertindo o primeiro-ministro de que, de acordo com a tradição, os judeus não podem mudar de residência durante o Tisha Be'Av. Contrários à retirada, os judeus ortodoxos dos assentamentos afirmavam que a escolha da data era um sinal de que as medidas trariam a Israel destruição e dor semelhantes àquelas enfrentadas quando os babilônios, e depois os romanos, destruíram os templos de Jerusalém. "Todo esforço deve ser feito para fazer com que as pessoas passem com mais facilidade por essa crise", declarou Sharon, comentando a proposta de adiar em três semanas a retirada marcada para 20 de julho. "A questão certamente será levantada na reunião ministerial de amanhã (terça-feira) e uma decisão será tomada." Expansão na Cisjordânia Enquanto isso, o governo de Israel disse nesta segunda-feira que pretende construir 50 novas casas num assentamento da Cisjordânia. Autoridades disseram que obras de infra-estrutura foram completadas na colônia de Elkana e que as casas podem começar a ser erguidas dentro de dois ou três meses. O anúncio ocorre na semana seguinte a um encontro de Sharon com George W. Bush, no Texas, em que o presidente americano pediu a Israel o congelamento da expansão dos assentamentos nos territórios palestinos – parte do compromisso assumido pelos israelenses num acordo de paz (o mapa da paz para o Oriente Médio). O governante israelense já havia dito em outras ocasiões que levará adiante a construção de 3,5 mil casas que ligarão o assentamento de Maale Adumim a Jerusalém. Os palestinos denunciam o projeto como uma tentativa de isolar Jerusalém Oriental – local que pleiteiam como capital de seu eventual futuro Estado – do restante dos territórios da Cisjordânia. |
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