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Atualizado às: 12 de abril, 2005 - 16h32 GMT (13h32 Brasília)
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Escolas de Tel Aviv são trancadas em ato contra retirada
Bombeiro arrebenta corrente colocada por manifestantes num jardim da infância em Tel Aviv
Direita israelense se opõe ao fim dos assentamentos em Gaza
Militantes de oposição aos planos do governo de Israel de retirar os assentamentos da Faixa de Gaza acorrentaram os portões de entrada de 167 escolas na região de Tel Aviv na manhã desta terça-feira.

A polícia teve de ser chamada após os seguranças e professores que chegaram para as aulas terem ficado trancados de fora.

A ação é parte de uma onda de protestos de grupos de direita ligados aos colonos que vivem nos territórios palestinos ocupados. Eles prometem fazer tudo o que tiver ao seu alcance para resistir à retirada, prevista pelo primeiro-ministro Ariel Sharon para começar em julho.

Numa medida para conter os manifestantes, o Exército israelense colocou em prisão domiciliar até setembro um dos líderes do movimento contra a retirada, Noam Federman.

Membro do grupo radical antiárabe Kach, Federman recebeu ordens de permanecer em sua residência em Hebron – as autoridades o consideram um risco para a segurança no país.

Segundo a imprensa de Israel, é a primeira vez que o Exército impõe esse tipo de restrições contra uma pessoa para evitar que ela se manifeste contra a retirada.

Cadeados

Um porta-voz da polícia, Yossi Avendi, disse que os ativistas colocaram pequenos cadeados e correntes nas portas e portões de escolas de Bat Yam, ao sul de Tel Aviv, e Herzliya, ano norte.

Também foram deixados cartazes contra a retirada dos assentamentos de Gaza nos portões escolares – alguns diziam que “judeus não expulsam judeus”.

O corpo de bombeiros foi acionado para romper as correntes e permitir que alunos e professores entrassem para as aulas.

A polícia de Tel Aviv ainda não havia identificado os responsáveis pelo protesto. A ministra da Educação, Limor Livnat, pediu à polícia que os encontre e prenda.

“Isto é uma desobediência violenta que não deve ser ignorada”, disse ela, segundo a rádio Israel.

Na segunda-feira, os grupos contrários à retirada já haviam bloqueado uma das principais estradas de Israel, também na região de Tel Aviv, queimando pneus.

De acordo com os planos de Sharon, todos os 8 mil moradores de 21 assentamentos na Faixa de Gaza e de outros quatro na Cisjordânia serão retirados e transferidos para dentro do território de Israel internacionalmente reconhecido.

As tropas do país também serão retiradas, mas parte delas continuarão a controlar as fronteiras, a costa e o espaço aéreo da região.

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