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Assassinato de garotos põe em risco trégua no Oriente Médio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Soldados israelenses assassinaram três adolescentes palestinos, neste sábado, em um campo de refugiados na Faixa de Gaza, no incidente mais grave desde a trégua decretada entre os dois lados, em fevereiro. Testemunhas dizem que os garotos morreram quando tentavam recuperar uma bola de futebol que foi parar em uma área vetada pelos militares israelenses, próxima da fronteira com o Egito. O Exército israelense diz estar investigando o ocorrido. Horas depois, palestinos dispararam morteiros em assentamentos judeus em Gaza, sem causar vítimas. Mais problemas? A Autoridade Palestina classificou os assassinatos de “grave violação” da trégua. “Os garotos correram para pegar a bola e foi aí que ouvimos o som de metralhadoras”, diz Ali Abu Zeib, 22 anos, morador de Rafah. Relatos dizem que dois dos garotos teriam 14 e 15 anos de idade. O correspondente Alan Johnston, em Gaza, diz que o Exército israelense afirmou que os jovens se aproximaram de uma zona fronteiriça proibida para palestinos. Os militares dizem que disparos de aviso foram ignorados. Um líder do grupo Hamas em Gaza, Saeed Siyan, diz que as mortes vão ser vingadas. No entanto, outro importante grupo palestino, a Jihad Islâmica, disse que a trégua com Israel permanece de pé, mas pediu para que as facções palestinas reavaliem a situação. O incidente acontece às vésperas de outro possível momento de tensão entre os dois lados. Israel planeja para este domingo uma manifestação em uma área de Jerusalém considerada sagrada tanto por israelenses como palestinos. Ela foi organizada por israelenses que desejam reconstruir um templo no local. Grupos militantes palestinos ameaçaram o uso de violência se os manifestantes judeus chegarem à mesquita de Al-Aqsa. |
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