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Túmulo de Yitzhak Rabin é vandalizado em Jerusalém | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O túmulo do ex-primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, foi vandalizado num cemitério de Jerusalém. A polícia acredita que a ação foi feita por judeus ultranacionalistas. A lápide de Rabin – assassinado em 1995 por um extremista judeu contrário à sua política de paz com os palestinos – foi pichada com os dizeres em hebraico "cão assassino". O túmulo da mulher de Rabin, Leah, também foi pichado. Na semana passada, vândalos já haviam atacado os túmulos do pioneiro sionista Theodor Herzl e de David Ben Gurion, primeiro governante do Estado de Israel. A polícia de Jerusalém criou uma unidade especial para investigar os incidentes. "Acreditamos que a extrema direita esteja por trás disso", afirmou o porta-voz da polícia Shmulik Ben Ruby à agência de notícias France Presse. Tanto o túmulo de Rabin como o de Herzl estão no cemitério nacional do Monte Herzl. Beilin Em tinta preta, os agressores escreveram na tumba de Herzl "Neonazistas saudam Beilin" – uma referência a Yossi Beilin, político de esquerda que encabeça o partido de oposição Yahad, favorável à retirada dos assentamentos judaicos dos territórios palestinos de Gaza e da Cisjordânia. Já o túmulo de Ben Gurion, no Deserto do Negev (sul do país), amanheceu na quarta-feira passada pichado com o nome "Hitler". O nome do ditador nazista também foi escrito na última sexta-feira sobre os túmulos de 12 soldados na ala militar do cemitério do Monte Herzl. "Esses atos repugnantes e vergonhosos talvez sejam a obra de apenas uma ou duas pessoas mentalmente incapazes, mas essas são pessoas que podem destruir nosso modo de vida", declarou o vice-primeiro-ministro Shimon Peres. Há relatos na imprensa israelense de que câmeras de segurança registraram o momento em que os vândalos agiram. Onda de pichações Os incidentes acontecem após uma onda de pichações nas ruas de Jerusalém ameaçando o primeiro-ministro, Ariel Sharon, por seus planos de retirada a partir de julho dos assentamentos judaicos da Faixa de Gaza. A direita nacionalista e religiosa de Israel se opõe duramente ao plano e promete resistir. Muitos no país comparam o atual clima de revolta dos radicais contra Sharon ao mesmo nível de incitamento à violência encontrado no país meses antes do assassinato de Yitzhak Rabin. Enquanto isso, os serviços de inteligência e de segurança de Israel tentam impedir episódios de violência na região da Cidade Velha de Jerusalém onde fica o Muro das Lamentações e as principais mesquitas. A polícia proibiu uma passeata convocada para 10 de abril por judeus da extrema direita. |
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