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Atualizado às: 28 de março, 2005 - 14h34 GMT (11h34 Brasília)
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Referendo sobre retirada de Gaza é rejeitado em Israel
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon
Governo de Sharon pretende começar retirada em julho
O Parlamento de Israel rejeitou nesta segunda-feira uma proposta de realização de um referendo sobre a retirada dos assentamentos judaicos da Faixa de Gaza.

O primeiro-ministro, Ariel Sharon, já obteve aprovação de seu gabinete para levar adiante a retirada, que é motivo de forte oposição dentro de seu partido Likud e de setores à direita do espectro político ligados aos moradores das colônias.

A votação era vista pelo governo como uma tentativa desses grupos de adiar a retirada, prevista para começar em julho, para depois tentar impedi-la com uma vitória no voto popular.

A rejeição ao referendo, por 72 votos a 39, reforça os planos da atual coalizão de governo.

O Partido de Trabalhista, de centro-esquerda, ameaçava deixar a coalizão – o que forçaria a realização de novas eleições – caso a consulta popular fosse aprovada.

Após deixar uma vez o governo de Sharon, os trabalhistas voltaram a participar da coalizão para dar ao primeiro-ministro a maioria de que necessita para retirar as colônias e tropas dos territórios ocupados palestinos na Faixa de Gaza.

Shas

Pesquisas de opinião mostram que uma ampla maioria dos israelenses apóia a saída de Gaza.

Antes da votação, integrantes da ala "rebelde" do Partido Likud tentaram convencer o Shas, partido de judeus ultra-ortodoxos que têm 11 das 120 cadeiras do Parlamento, a aprovar a realização do referendo.

O Shas é contra a retirada de Gaza, mas seu líder, o rabino Ovadia Yosef, temia o uso de referendos no país – consultas populares são incomuns em Israel, que poderiam ser usadas no futuro pela maioria laica do país contra o poder dos religiosos ultra-ortodoxos.

Ao final, os parlamentares do Shas acabaram votando a favor do governo e contra o referendo.

O último grande obstáculo político de Sharon para levar adiante a retirada de Gaza é a votação esta semana do projeto de Orçamento. Ele precisa da aprovação até quinta-feira ou é obrigado a convocar eleições.

Na semana passada, ele convenceu o Shinui, partido laico que tem a terceira maior bancada, a apoiar o Orçamento e, com isso, espera-se que obtenha outra vitória no Parlamento.

O líder do partido Shinui, Yosef Lapid, disse no domingo que iria apoiar o governo porque não queria frear o processo de paz.

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