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Especialista da ONU em direitos humanos elogia Israel | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um especialista em direitos humanos das Nações Unidas (ONU) elogiou o governo israelense por tomar medidas para melhorar as condições de vida nos territórios ocupados. Em briefing à Comissão de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, na Suíça, John Dugard disse, contudo, que muito ainda precisa ser feito nessa área. Esse tipo de relatório tradicionalmente desagrada o governo israelense pois com freqüência os documentos são críticos do desempenho no país, mas neste ano o especialista encarregado de apurar a situação disse haver esperança para o Oriente Médio. Dugard afirmou que a decisão de Israel de libertar 500 prisioneiros palestinos, de suspender o assassinato deliberado de militantes palestinos e de demolir casas em caráter punitivo foram medidas positivas. Desde que o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, reuniu-se como o líder palestino, Mahmud Abbas, no mês passado, o nível de violência na região reduziu-se substancialmente. Mas Dugard afirmou que Israel ainda não lidou com graves violações de dirietos humanos. Entre essas violações, o funcionário da ONU incluiu assentamentos israelenses na Cisjordânia, postos de controle e a construção da controvertida barreira de segurança para separá-los dos palestinos. "Eu vejo a construção do muro como uma forma de anexação", disse Dugard. Segundo ele, se a comunidade internacional não intervir imediatamente, "o muro vai se tornar a futura fronteira de Israel e isto será à custa da Palestina". "É um desafio para a comunidade internacional ver se está disposta a confrontar Israel sobre o muro e sobre a ampliação dos assentamentos." Em julho passado, o Tribunal Internacional de Justiça da ONU decidiu que a barreira de segurança é ilegal e pediu seu desmantelamento. Até agora, a comunidade internacional não pressionou Israel para tomar medidas em função desta decisão. Israel, por sua vez, rejeitou várias críticas de Dugard, alegando que sua missão em relação aos direitos humanos foi tendenciosa pois não incluiu uma investigação sobre abusos de dirietos humanos cometidos do lado palestino, disse a correspondente da BBC em Genebra, Imogen Foulkes. |
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