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Israel começa a dar forma à 'Grande Jerusalém' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polêmica proposta de Israel de construir 3,5 mil novas casas na Cisjordânia aparece justamente quando planos finais estão sendo feitos para a retirada de todos os assentamentos israelenses da Faixa de Gaza. Um pequeno número de assentamentos na Cisjordânia também será removido. Os assentamentos constituem um dos principais obstáculos nas relações não apenas entre Israel e os palestinos, mas também entre o governo israelense e Washington. O sonho bíblico da Grande Israel já acabou, mas a idéia da Grande Jerusalém ainda está muito viva. Os planos mais recentes do governo israelense prevêem a criação de dois novos bairros, ligando efetivamente o assentamento de Maaleh Adumim a Jerusalém Oriental. Isso será percebido pelos palestinos como uma nova indicação de que Israel não tem intenções de sair da área da Cisjordânia próxima a Jerusalém. Apoio de Washington Eles argumentam que a iniciativa de Israel atinge diretamente o plano de paz que tem o apoio dos Estados Unidos e prevê o total congelamento das construções de assentamentos. Os israelenses, no entanto, acreditam ter o apoio de Washington para construir milhares de novas casas na região de Jerusalém. Uma carta enviada pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ao primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, há quase um ano dizia não ser realista esperar que um acordo final de paz significasse o retorno total de Israel a suas fronteiras. A questão dos assentamentos é complicada porque, enquanto os americanos aceitam alguma atividade de construção nas áreas que eles acreditam que vão permanecer sob controle de Israel, eles querem o congelamento das construções nas demais áreas e a remoção imediata dos chamados postos avançados – assentamentos não aprovados pelo governo israelense. Nisso, o governo israelense vem resistindo. Na verdade, um relatório oficial recente de Israel indicou que a construção ilegal de assentamentos é muito mais generalizada do que se pensava e, em muitos casos, vinha sendo ajudada por autoridades e agências governamentais. No entanto, tendo em vista as dificuldades de Sharon em forçar a retirada de Gaza, não está claro quanto os americanos provavelmente vão pressionar para que ele honre seus compromissos em relação à questão mais geral dos assentamentos. |
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