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Sharon diz que não quer demolir colônias de Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse que não vai demolir as casas dos assentamentos judaicos da Faixa de Gaza após a retirada prevista para começar em julho. A declaração parece ser uma mudança de planos de Sharon, que antes simpatizava com pedidos para que derrubasse todas as casas – vistas pela população palestina como um símbolo da ocupação. "Eu ficaria feliz de não destruir as comunidades", declarou o primeiro-ministro ao diário israelense Yediot Ahronot. Ele acrescentou, porém, que "isso requer coordenação com os palestinos". Sharon propôs a retirada dos moradores de 21 assentamentos na Faixa de Gaza e de quatro na Cisjordânia como uma medida unilateral israelense. As autoridades israelenses diziam que a demolição das casas seria a única alternativa para impedir que elas caíssem nas mãos de militantes armados palestinos. Nova realidade Mas desde a decisão inicial de Sharon pela retirada, a situação mudou na relação entre Israel e os palestinos – coma a morte de Yasser Arafat e a retomada do diálogo com o seu sucesso e novo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. Agora, Sharon espera conseguir coordenar alguns aspectos da retirada com Abbas – por exemplo, a Autoridade Palestina deve deslocar suas forças de segurança para proteger os assentamentos de invasões até que seja definido que uso será dado a eles. O premiê israelense disse porém ao diário que "ainda não há progresso nesse assunto" porque o primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, "é contra" a manutenção dos assentamentos intactos. |
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