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Família de cinegrafista morto quer novo processo contra israelense | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os familiares de James Miller, cinegrafista britânico morto quando fazia um documentário na Faixa de Gaza, querem novo processo contra o soldado israelense acusado de ter atirado em Miller. Na quinta-feira, um juiz militar israelense encerrou processo disciplinar contra o militar, conhecido apenas como tenente H, por "uso impróprio de sua arma de fogo", segundo fontes militares. O governo de Israel já tinha recusado autorização para que o tenente H fosse processado por homicídio. A família de Miller se disse "insultada", acusou o Exército de ter acobertado o crime e ameaçou processar as Forças de Defesa israelenses. Reunião James Miller foi morto aos 34 anos, quando filmava um documentário no campo de refugiados de Rafah. A irmã do cinegrafista disse que a família vai tentar revisão da decisão de não abrir processo criminal e também entrar com ação civil. A embaixada israelense em Londres disse que a investigação foi uma das mais complexas já feitas pelo Exército, mas as evidências reunidas não foram suficientes "para que houvesse chances razoáveis de condenação, como requer a legislação criminal". A secretária do Ministério das Relações Exteriores britânico, Baroness Symons, disse que vai seu reunir com o embaixador de Israel na Grã-Bretanha na segunda-feira para discutir o assunto. A mulher de Miller, Sophy, fez um apelo à secretária para que pressione o governo israelense para que o soldado seja processado criminalmente. 'Grande risco' Miller recebeu um tiro quando saía para filmar, antes do amanhecer. Ele foi atingido no pescoço, entre o capacete e o colete à prova de balas que usava. Colegas dele dizem que a sua equipe estava carregando uma bandeira branca e tinha se feito conhecer pelos soldados na região antes do incidente. O Exército israelense manifestou pesar pela morte de Miller, mas disse que ele tinha "assumido grandes riscos por estar em uma zona de guerra". A embaixada de Israel em Londres disse que as acusações contra o soldado foram arquivadas porque o tiroteio foi razoável "tendo em vista as condições operacionais e ambientais nas quais as forças de segurança estavam operando: ataques terroristas feqüentes, escuridão e naquela mesma noite, os soldados tinham sofrido ataques com mísseis". |
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