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Ministro da Defesa de Israel pede adiamento da retirada de Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, pediu um adiamento de três semanas na retirada da Faixa de Gaza, segundo autoridades do país. A proposta, que deve ser apoiada pelo primeiro-ministro Ariel Sharon, faria com que a retirada começasse no meio do mês de agosto, e não mais em julho, como estava marcado. O governo israelense disse que a data original coincide com um período de luto pela destruição de dois templos bíblicos. O projeto prevê a retirada de todos os assentamentos israelenses na Faixa de Gaza e de quatro na Cisjordânia. A proposta de Mofaz em adiar a retirada foi feita depois de um encontro de autoridades de segurança de Israel, incluindo o chefe do Exército israelense, Moshe Yaalon, o chefe de segurança interna, Avi Dichter, o ministro do Interior, Ofir Pines, e o chefe da polícia, Moshe Karadi. As autoridades de segurança do país também decidiram contra uma proposta de isolar os assentamentos da Faixa de Gaza durante a comemoração da Páscoa judaica. Houve especulações de que o adiamento tivesse sido proposto para dar tempo às autoridades do país, que ainda não saberiam para onde mudariam esses colonos. O governo nega as alegações. Alguns colonos disseram que vão resistir aos esforços do governo de retirá-los dos assentamentos, descrevendo o plano como uma traição de Sharon. Cerca de 8,5 mil colonos e soldados que fazem a segurança dos assentamentos devem deixar Gaza e partes da Cisjordânia. Israel continuará a controlar as fronteiras externas de Gaza, a costa marítima e o espaço aéreo. |
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