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Milhares protestam em Gaza contra retirada de Israel | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de israelenses viajaram à Faixa de Gaza nesta quarta-feira para participar de uma manifestação contra a retirada dos assentamentos judaico da região. O Exército de Israel anunciou que um de seus soldados ficou ferido por estilhaços após militantes palestinos terem disparado um morteiro perto de onde os manifestantes estão reunidos, na colônia de Neve Dekalim, no bloco de assentamentos conhecido como Gush Katif. O ataque não atingiu a multidão por apenas algumas dezenas de metros. Os líderes do movimento dos colonos nos territórios palestinos disseram que aguardavam a presença de até 100 mil pessoas, mas, segundo estimativas, cerca de 15 mil haviam comparecido até o início da tarde. A polícia estimou a multidão em 40 mil pessoas e os organizadores dizem que 60 mil participaram do ato – a maioria dos presentes eram colonos de assentamentos na Cisjordânia. Resistência O governo do primeiro-ministro Ariel Sharon planeja retirar, a partir de julho ou agosto, todos os 21 assentamentos da Faixa de Gaza e outros quatro na Cisjordânia. Os colonos prometem resistir à força se necessário e os partidos da direita nacionalista se empenham na campanha contra a saída – deputados importantes desses partidos, como Benny Elon e Effi Eitam discursaram durante o protesto. A maioria da população israelense apóia a retirada, mas muitos colonos sustentam que a iniciativa apenas vai encorajar mais violência, premiando os militantes palestinos com territórios. Sharon afirma que a retirada vai trazer mais segurança a Israel e, ao mesmo tempo, possibilitar um controle mais firme de Israel sobre os assentamentos e regiões ocupadas na Cisjordânia. |
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