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Atualizado às: 08 de maio, 2005 - 17h37 GMT (14h37 Brasília)
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Sharon suspende libertação de palestinos
Palestinos pedem libertação de prisioneiros
Estima-se que haja 7.500 palestinos em prisões israelenses
O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, suspendeu a libertação de prisioneiros palestinos, exigindo medidas mais duras contra militantes nos territórios ocupados.

Neste domingo, Sharon impôs condições para que mais prisioneiros sejam soltos, dificultando suas relações com o líder palestino Mahmmoud Abbas.

Em fevereiro 500 palestinos foram libertados em um gesto de boa-vontade ao líder moderado, e a expectativa era de que 400 outros prisioneiros seriam libertados em seguida.

Neste domingo o gabinete israelense deveria voltar a discutir o assunto, mas o porta-voz de Sharon disse que Israel não planeja libertar nenhum outro prisioneiro nos próximos dias.

Medidas severas

Raanan Gissin disse à BBC que Israel não está pondo fim ao programa de libertação de prisioneiros negociado entre Sharon e Abbas em uma cúpula no Egito, em fevereiro.

Mas, disse ele, antes de libertar novos prisioneiros, Israel quer que Abbas adote medidas mais severas contra os militantes palestinos - em particular aqueles que vêm atirando bombas caseiras contra alvos israelenses na faixa de Gaza nos últimos dias.

Sharon teria dito que não vai libertar novos prisioneiros "às custas de vidas israelenses".

Um alto funcionário do governo disse que Sharon teria dito ao gabinete: "Vamos deixar isto bem claro: não vamos libertar nenhum prisioneiro enquanto não sejam tomadas medidas para combater o terror".

"Os palestinos não estão fazendo nada sobre o assunto. Seria um erro fazer qualquer concessão em segurança neste momento."

A libertação dos 500 prisioneiros palestinos no dia 21 de fevereiro faz parte da promessa de libertar um total de 900 prisioneiros como um gesto de boa vontade em relação a Abbas, que declarou um cessar-fogo comum com Sharon na cúpula de Sharm el-Sheik.

Nos últimos dias, assentamentos e comunidades judaicas no sul de Israel e na Faixa de Gaza foram alvo de ataques esporádicos de militantes, ameaçando o cessar-fogo.

O chefe negociador dos palestinos, Saeb Erekat, disse que os comentários de Sharon mostraram que Israel congelou a implementação das medidas para aumentar a confiança entre israelenses e palestinos.

O minsitro palestino para assuntos de prisioneiros, Sufian Abu Zaydeh, disse à agência de notícias AFP que "está claro que os israelenses mudaram de posição e voltaram atrás nos acordos de Sharm El-Sheik".

No mês passado, o grupo militante Hamás disse que o "período de calma" negociado em março sob pressão de Abbas corre o risco de acabar, a menos que Israel cumpra a promessa e liberte o restante dos prisioneiros.

Sharon planeja retirar 21 assentamentos judaicos da Faixa de Gaza e quatro da Cisjordânia em meados deste ano, como parte do plano de paz para o Oriente Médio.

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