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Atualizado às: 18 de abril, 2005 - 22h30 GMT (19h30 Brasília)
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EUA querem que Israel explique novas casas na Cisjordânia
Construção no assentamento judaico de Maale Adumim, na Cisjordânia
Israel deve erguer 50 novas em assentamento na Cisjordânia
O governo americano quer que Israel explique seus planos para construir novas casas na Cisjordânia, anunciados depois que Washington pediu um fim à expansão dos assentamentos nos territórios palestinos.

O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, disse que o governo israelense tinha que "esclarecer" suas intenções. "Israel não deveria estar expandindo os assentamentos", disse ele.

Nesta segunda-feira, o governo israelense disse que pretendia começar logo a construção de 50 novas residências na cidade de Elkana, no norte da Cisjordânia.

O presidente americano, George W. Bush, pediu na semana passada a paralisação da expansão dos assentamentos na Cisjordânia, nos territórios que os palestinos consideram parte de um futuro Estado.

Assentamentos ilegais

A comunidade internacional considera ilegais, pelas leis internacionais, todos os assentamentos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, mas Israel discorda.

O governo israelense já deu início ao processo de concorrência pública para a construção das casas, que deve começar dentro de três meses.

Num encontro com o o primeiro-israelense Ariel Sharon, na semana passada, o presidente Bush disse que a expansão dos assentamentos na Cisjordânia, principalmente em Jerusalém Oriental, viola o mapa da paz.

"Eu disse ao primeiro-ministro sobre a minha preocupação que Israel não faça nada que contrarie suas obrigações do mapa da paz ou atrapalhe as negociações", disse Bush.

Mas ele não especificou o que poderia ser feito contra Israel se as construções continuarem.

Bush também elogiou Sharon por apresentar um plano para a retirada dos colonos e tropas da Faixa de Gaza ainda este ano.

Adiamento

Mas nesta segunda-feira o governo israelense informou que está estudando adiar a retirada até meados de agosto, para evitar conflitos com judeus ortodoxos por causa do feriado de Tisha Be'Av, que inclui um luto de três semanas para marcar a destruição dos templos judaicos em Jerusalém.

Rabinos ligados aos colonos da Cisjordânia já vinham advertindo o primeiro-ministro de que, de acordo com a tradição, os judeus não podem mudar de residência durante o Tisha Be'Av.

Contrários à retirada, os judeus ortodoxos dos assentamentos afirmavam que a escolha da data era um sinal de que as medidas trariam a Israel destruição e dor semelhantes àquelas enfrentadas quando os babilônios, e depois os romanos, destruíram os templos de Jerusalém.

"Todo esforço deve ser feito para fazer com que as pessoas passem com mais facilidade por essa crise", declarou Sharon, comentando a proposta de adiar em três semanas a retirada marcada para 20 de julho.

"A questão certamente será levantada na reunião ministerial de amanhã (terça-feira) e uma decisão será tomada."

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