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Atualizado às: 05 de março, 2005 - 01h02 GMT (22h02 Brasília)
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Bush exige retirada síria completa do Líbano até maio
Demonstração no Líbano pela retirada síria
Pressões por retirada síria também aumentam dentro do Líbano
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, exigiu que a Síria complete a retirada de tropas do Líbano até maio.

"Quando dizemos retirar, quer dizer retirada completa, não meias medidas", afirmou Bush, que vem aumentando a pressão mundial sobre o regime sírio nas últimas semanas.

Espera-se que o presidente da Síria, Bashar Al-Assad, anuncie pelo menos uma retirada parcial num discurso ao Parlamento, neste sábado.

A pressão sobre a Síria se intensificou desde o assassinato do ex-primeiro-ministro do Líbano Rafik Hariri, no dia 14 de fevereiro.

Grupos da oposição no Líbano culparam a Síria pelo atentado – uma acusação veementemente negada por Damasco.

'Não é negociável'

Em uma entrevista no New York Post, Bush disse que a retirada precisa acontecer antes das eleições do Líbano, em maio.

"O assunto principal na minha cabeça agora é tirar a Síria do Líbano, e eu não quero dizer apenas as tropas para fora do Líbano, eu quero dizer todos eles (os sírios) fora do Líbano, particularmente o serviço secreto fora do Líbano, os serviços de inteligência", disse Bush.

"Isso não é negociável. É hora de sair. Acho que temos uma boa chance de alcançar esse objetivo e de assegurar que as eleições de maio (no Líbano) sejam justas. Não acho que se possa ter eleições justas com as tropas da Síria lá."

Perguntado se havia ameaça de ação militar se a Síria não obedecer, Bush disse: "Minha última escolha é militar".

A França, aliado tradicional e ex-poder colonial na Síria, também endureceu sua posição.

Na sexta-feira, o presidente da França, Jacques Chirac, fez um apelo pela implementação "total, completa e imediata" da resolução da ONU que prevê a retirada da Síria do Líbano, segundo a agência de notícias France Presse (AFP).

Isolamento

Além da retirada parcial, altos funcionários do governo libanês disseram a agências de notícias que Assad deve anunciar o deslocamento de algumas tropas para o leste do país.

Se for assim, o presidente sírio não fará a retirada completa de cerca de 15 mil soldados e milhares de oficiais de inteligência da Síria como exigiu Bush e outros líderes mundiais, assim como a oposição libanesa.

A correspondente da BBC em Beirute, Barbara Plett, disse, porém, que isso pode ajudar a diminuir a pressão, se for percebido como um passo claro para uma retirada total.

O ministro do Exterior da Grã-Bretanha, Jack Straw, alertou a Síria que ela corre o risco de ser "tratada como pária" se ignorar os apelos pela retirada.

Straw disse que membros do Conselho de Segurança da ONU tinham discutido o envio de mais tropas de paz da ONU ao Líbano, no evento de uma retirada da Síria.

A correspondente da BBC disse que a Síria parece estar cada vez mais isolada, perdendo apoio não só de aliados tradicionais no Ocidente como a França como da Rússia e de países árabes, como a Arábia Saudita.

Membros do Conselho de Segurança da ONU vêm avaliando medidas contra a Síria desde a aprovação da resolução que determina a retirada de todas as forças estrangeiras do Líbano, em setembro de 2004.

O acordo de 1989 que acabou com a guerra civil libanesa estabelece a retirada em etapas das tropas sírias, começando com sua transferência para o Vale de Bekaa, no leste do país.

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