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Atualizado às: 27 de fevereiro, 2005 - 10h33 GMT (07h33 Brasília)
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Israel ameaça parar processo de paz com palestinos
Cena diante de casa noturna em Tel Aviv após ataque
Ataque ocorreu em área movimentada junto à orla marítima
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, ameaçou paralisar os esforços de paz com os palestinos a não ser que a Autoridade Palestina realize "ações vigorosas" contra militantes.

Sharon fez a declaração no primeiro discurso ao seu gabinete de governo depois do ataque a uma casa noturna em Tel Aviv, que matou quatro pessoas e feriu outras 50 na sexta-feira.

Sharon afirmou que "grupos de terror" e sua infraestrutura nos territórios palestinos precisam ser destruídos.

No discurso Sharon afirmou que o líder palestino Mahmoud Abbas tem a tarefa imediata depois do ataque suicida em Tel Aviv de realizar ações contra o grupo militante Jihad Islâmico.

Processo de paz

Se nenhuma medida for tomada, "Israel terá que aumentar suas atividades militares, cujo objetivo é proteger as vidas de cidadãos israelenses", afirmou Sharon.

O primeiro-ministro israelense também afirmou que o processo de paz na região poderá ficar paralisado.

"Não haverá nenhum progresso diplomático, eu repito, nenhum progresso diplomático, até que os palestinos realizem ações vigorosas para retirar os grupos de terror e sua infraestrutura do território administrado pela Autoridade Palestina", disse Sharon ao seu gabinete de governo.

Israel já havia anunciado que está paralisando os planos para entregar o controle de cinco cidades da Cisjordânia para as forças de segurança palestinas, que havia sido prometido depois da cúpula de 8 de fevereiro no Egito.

Admitindo sua responsabilidade no ataque de Tel Aviv, um membro do Jihad Islâmico em Damasco, na Síria, disse a agências de notícias que o ataque foi uma retaliação pela violação, por parte de Israel, da trégua.

"O período de calma com a Autoridade Palestina foi um acordo de um mês e agora acabou", disse o membro do grupo, que se identificou como Abu Tareq, à agência de notícias Associated Press.

Autoridades do grupo Jihad Islâmico na Cisjordânia e Beirute, Líbano, também admitiram que o grupo foi o responsável pelo ataque.

Mas a liderança do grupo, na Faixa de Gaza, continua a negar envolvimento com o ataque, o que sugere um racha entre os militantes, segundo a correspondente da BBC em Jerusalém, Barbara Plett.

Síria

A Síria também negou envolvimento no ataque suicida.

No sábado o ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, acusou a Síria de estar envolvida no atentado.

Ele fez a afirmação depois que o grupo Jihad Islâmico de Damasco, capital síria, assumiu o ataque.

“A Síria continua a dar (abrigo) a grupos de terror e a encorajá-los a fazer ataques, o que coloca em risco o processo (de paz) com os palestinos e a estabilidade na região”, disse Mofaz, segundo a agência Reuters.

Mas uma autoridade do Ministério do Exterior da Síria afirmou que a alegação de Mofaz não é verdadeira e que o escritório do grupo Jihad Islâmico em Damasco está fechado há algum tempo.

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Saiba mais sobre o conflito entre Israel e palestinos.
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