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Abbas tenta salvar acordo de cessar-fogo com Israel | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, está travando neste sábado, conversações com grupos militantes palestinos na Faixa de Gaza numa tentativa de convencê-los a aderir a um acordo de cessar-fogo firmado com Israel. A viagem de Abbas à região ocorre após uma série de ataques a assentamentos israelenses em Gaza, na quinta-feira. O grupo militante Hamas assumiu a autoria do atentado que utilizou mais de 50 morteiros e mísseis. O ataque, que não deixou ninguém ferido, foi praticado para retaliar a morte de um palestino, segundo o Hamas. Consulta Um porta-voz do Hamas disse que o grupo não se sente obrigado a participar do acordo de cessar-fogo, anunciado por Israel e a Autoridade Palestina no início desta semana, em Sharm el-Sheik. O Hamas e um outro grupo militante, o Jihad Islâmico, alegam que não foram consultados sobre a trégua. O vice-primeiro-ministro de Israel, Shimon Peres, e o ministro palestino de Negociações, Saeb Erekat, se reuniram na sexta-feira, em Tel Aviv, para discutir maneiras de manter o espírito do acordo cessar-fogo. Segundo analistas, esta também é uma das razões pelas quais Israel preferiu não dar uma resposta militar ao ataque do Hamas. Mas o governo de Ariel Sharon ameaçou retaliar caso Abbas não consiga conter a violência por parte dos palestinos. Demissões Após o ataque, Abbas demitiu três comandantes das forças de segurança da Autoridade Palestina. A decisão do líder palestino foi elogiada pelo vice-ministro israelense da Defesa, Zeev Boim, que também ressaltou a necessidade de ação contra os militantes alertando Abbas para o fato de que "a janela de oportunidades está se fechando". Funcionários da Autoridade Palestina disseram que Abbas está sofrendo pressão de Israel e dos Estados Unidos para conter os ataques. O presidente da Autoridade Palestina deve dizer a militantes que o fim dos atentados pode levar ao fim da ocupação israelense dos territórios palestinos. Abbas também deverá dizer aos militantes que não vai tolerar nenhuma ameaça ao acordo de cessar-fogo. No entanto, para o correspondente da BBC em Gaza, Alan Johnston, o Hamas não deverá se curvar à pressão militar. Segundo ele, o próprio Exército de Israel com toda sua sofisticação tecnológica e motivação de pessoal tem tentado durante anos conter os ataques palestinos sem sucesso. 'Liderança única' Analistas acreditam que Mahmoud Abbas deverá apelar para o diálogo e negociação neste fim de semana na Faixa de Gaza. Saeb Erekat disse numa entrevista à agência de notícias Reuters que a mensagem aos militantes palestinos irá se basear no argumento do respeito à liderança. "Eles precisam honrar o acordo de cessar-fogo, pois existe somente uma autoridade e só uma liderança", concluiu Erekat. Representantes dos grupos Hamas e Jihad Islâmico afirmaram que vão ouvir Mahmoud Abbas para então consultar seus integrantes sobre as conversações. Mas segundo eles, haverá retaliações caso Israel resolva atacar os territórios palestinos. |
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