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Atualizado às: 27 de fevereiro, 2005 - 07h06 GMT (04h06 Brasília)
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Síria nega envolvimento em ataque em Tel Aviv
Cena diante de casa noturna em Tel Aviv após ataque
Ataque ocorreu em área movimentada junto à orla marítima
A Síria negou envolvimento no ataque suicida a uma casa noturna de Tel Aviv que matou quatro pessoas e feriu outras 50 na sexta-feira.

No sábado o ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, acusou a Síria de estar envolvida no atentado.

Ele fez a afirmação depois que o grupo Jihad Islâmico de Damasco, capital síria, assumiu o ataque.

“A Síria continua a dar (abrigo) a grupos de terror e a encorajá-los a fazer ataques, o que coloca em risco o processo (de paz) com os palestinos e a estabilidade na região”, disse Mofaz, segundo a agência Reuters.

Mas uma autoridade do Ministério do Exterior da Síria afirmou que a alegação de Mofaz não é verdadeira e que o escritório do grupo Jihad Islâmico em Damasco está fechado há algum tempo.

Divisão

Segundo a correspondente da BBC Barbara Plett, os líderes do Jihad Islâmico em Gaza também negaram qualquer envolvimento com o atentado, o que, para ela, pode sugerir um racha no grupo.

No início deste sábado, autoridades palestinas e israelenses anunciaram a prisão de sete pessoas em conexão com o ataque suicida.

Os israelenses realizaram a prisão de cinco suspeitos perto da cidade de Tulakarem, Cisjordânia, incluindo dois irmãos do homem que foi identificado como o autor do atentado.

O suicida foi identificado pelos israelenses como Abdullah Badran, de 21 anos.

Policiais palestinos também realizaram duas prisões na mesma região, e o líder Mahamoud Abbas condenou o ataque.

"A autoridade palestina não vai permanecer em silêncio frente a este ato de sabotagem. Vamos encontrar os responsáveis e eles serão punidos", disse Abbas em uma declaração oficial depois de uma reunião de emergência com seus chefes de segurança.

Esse foi o primeiro ataque desde que os líderes palestino e israelense concordaram em uma trégua, no início do mês.

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, também se reuniu com seus chefes de segurança para discutir uma resposta ao ataque.

Um dos conselheiros de Sharon, Raanan Gissin, afirmou à BBC que a Autoridade Palestina precisa tomar "medidas concretas para desmantelar organizações terroristas, recolher armas ilegais e fazer as prisões necessárias".

Pressão

O ministro da Defesa israelense, Shaul Mofaz, anunciou também que Israel está paralisando os planos para entregar o controle de cinco cidades da Cisjordânia para as forças de segurança palestinas, como foi prometido no cessar-fogo fechado no dia 8 de fevereiro.

A tensão entre Síria e Israel se concentra principalmente nas colinas do Golã, no sudoeste da Síria, que Israel ocupou no final da Guerra dos Seis Dias, em 1967.

E a Síria está sendo criticada na comunidade internacional desde a morte do ex-primeiro-ministro libanês, Rafik Hariri, em um ataque em Beirute.

Hariri era um dos oponentes à presença da Síria no Líbano e foi morto em um grande ataque à bomba no dia 14 de fevereiro.

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Saiba mais sobre o conflito entre Israel e palestinos.
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