|
Primeiro ataque depois de trégua mata quatro em Tel Aviv | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos quatro pessoas morreram e 30 ficaram feridas em um atentado a bomba suicida em uma boate de Tel Aviv nesta sexta-feira. O autor do atentado detonou os explosivos junto a pessoas que estavam em uma fila para entrar na casa noturna, que fica em uma área popular da orla marítima, segundo o chefe de polícia David Tsour. "Se o impacto tivesse ocorrido dentro (da casa noturna), teria sido trágico", afirmou. Trata-se do primeiro ataque em Israel desde que uma trégua foi acertada informalmente entre o governo israelense e a Autoridade Palestina. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, condenou o atentado e disse que o seu governo não vai se calar diante do que chamou de "um ato de sabotagem contra o processo de paz no Oriente Médio". Abbas disse que os responsáveis serão pegos e punidos. Abbas convocou uma reunião de emergência com seus chefes de segurança e teria pedido por uma investigação conjunta com Israel. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, pediu para que os palestinos tomem medidas "imediatas e confiáveis" para encontrar os responsáveis pelo ataque. "Agora temos que ter ações que enviem uma mensagem clara (aos grupos armados) afirmando que o terror não será tolerado", afirmou. Israel O governo israelense, no entanto, disse que a entidade precisar fazer mais para controlar os grupos militantes. "A tentativa da Autoridade Palestina de alcançar acordos para prevenir o terror falharam", afirmou o porta-voz do governo israelense, David Baker, à agência de notícias Reuters. Um paramédico que ajudou no resgate das vítimas, Alon Kotler, disse ao jornal Haaretz que havia jovens em cima dos outros, "a maioria moderada ou seriamente feridos". Casas noturas de Tel Aviv já foram alvos de ataques no passado. Em um dos casos, 21 pessoas morreram numa ação suicida na Dolphinarium Disco, em 2001. Uma autoridade de segurança da Palestina afirmou à agência de notícias Associated Press que o suicida era membro do grupo militante Brigada dos Mártires de Al-Aqsa, recrutado pelo grupo baseado Hezbollah, cuja base fica no Líbano. Mas um porta-voz do Hezbollah em Beirute negou a informação. O Exército de Israel reforçou o toque de recolher e fez várias prisões em um vilarejo da Cisjordânia, onde ficaria a casa do suicida. Autoridades de segurança palestinas informaram que os irmãos do suposto suicida e um padre do local foram detidos em Deir al-Ghusum, ao norte da cidade de Tulkarem. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||