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Otan promete ajuda a novo governo iraquiano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Todos os 26 membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) disseram, nesta terça-feira, em Bruxelas, que vão ajudar o novo governo iraquiano. "Estamos trabalhando juntos para responder aos pedidos do governo iraquiano por apoio no treinamento das forças de segurança, com o fornecimento de equipamentos e ajuda aos esforços da Otan", disse o secretário-geral da Organização, Jaap de Hoop Scheffer. A declaração foi feita em um encontro em Bruxelas, com a presença do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. O presidente francês, Jacques Chirac, que se opôs à invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos, disse que a França vai aderir à missão da Otan para treinar forças iraquianas. "A Europa e os Estados Unidos são parceiros verdadeiros", disse Chirac, que também pediu por mais diálogo. Missão limitada Bush quer que a Otan aumente sua atuação no Iraque, em meio a um debate sobre o futuro da aliança militar. Atualmente, a aliança opera uma academia de treinamento em Bagdá com cerca de cem funcionários, o que limita a operação. A França e a Alemanha, que se opuseram à guerra do Iraque, também estão oferecendo treinamento de tropas fora do Iraque e apoio no financiamento de operações, segundo autoridades da Otan. As relações com o Irã e uma extensão da missão da Otan no Afeganistão também são questões que seriam debatidas no encontro. Blair O presidente americano se encontrou na manhã desta terça-feira com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que falou da "importância crucial" da Otan. "Quaisquer que sejam as divergências entre a comunidade internacional nos últimos anos, acredito que temos no momento uma base sólida para seguir adiante de maneira unificada", disse Blair, após o encontro. O premiê britânico disse ainda que a visita de Bush é uma oportunidade para se ressaltar a importância da aliança transatlântica como uma "pedra fundamental da segurança de Estados Unidos e Europa". Blair também falou do que ele chamou de "progresso" feito no Iraque e no Afeganistão, e disse que houve "um renovado otimismo e um vigor" no processo de paz no Oriente Médio, o que significa que havia possibilidades de se chegar a um acordo. Ainda nesta terça-feira, o presidente americano deve se reunir com outros líderes da União Européia, entre eles o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, um aliado dos Estados Unidos na invasão ao Iraque. Bush também passará pela Alemanha, onde se encontra com o chanceler alemão Gerhard Schröder, e pela Eslováquia, onde se reúne com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Na noite de segunda-feira, Bush se encontrou com o presidente francês Jacques Chirac, e os dois cobraram a retirada das tropas sírias do Líbano. |
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