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Número de mortos por maremoto na Ásia já passa de 112 mil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O número de mortos em conseqüência do maremoto que atingiu o sudeste da Ásia e o oeste da África no fim de semana já passa de 112 mil. Autoridades na Indonésia dizem que os mortos no país já chegam a cerca de 80 mil pessoas, mas que esse número pode crescer ainda mais. Equipes de ajuda estão tendo dificuldades para atingir os milhares de sobreviventes do tsunami. Segundo a ONU, as vítimas terão de esperar até mais três dias para receber a ajuda que precisam. A organização estima que cerca de 5 milhões de pessoas precisam de ajuda para sobreviver. "Como nós temíamos, a maior devastação ocorreu em Sumatra, e nenhum lugar foi mais atingido que Aceh. Há uma falta total de infra-estrutura que dificultou a assistência inicial", disse o coordenador das operações de ajuda aos países afetados na organização, Jan Egeland. Alarme falso
Nesta quinta-feira, milhares de pessoas saíram das áreas litorâneas do sul da Índia depois que autoridades no Estado de Tamil Nadu emitiram um alerta sobre a possibilidade de novas ondas. No entanto, o governo do país acabou voltando atrás e disse que o perigo não é iminente, mas que as pessoas precisam ficar em alerta máximo. O presidente americano, George W. Bush, anunciou que os Estados Unidos, a Austrália, o Japão e a Índia formaram uma coalizão para liderar os esforços de ajuda aos países atingidos. Governos internacionais prometeram mais de US$ 220 milhões em ajuda, dos quais US$ 35 milhões viriam dos Estados Unidos. Dois navios de guerra americanos com cerca de 15 mil soldados e aviões com suprimentos estão indo para as regiões atingidas. Água Um correspondente da BBC no Sri Lanka disse que biscoitos e garrafas de água estão sendo distribuídos no país, mas em quantidades muito abaixo do que seria necessário. A ajuda estrangeira começou a chegar a Banda Aceh, capital da província de Aceh, e no sul da Índia organizações não-governamentais estão distribuindo comida, roupas e cobertores. Mas sobreviventes no local reclamam da falta de suprimentos básicos.
"Não há comida aqui. Nós precisamos de arroz. Nós precisamos de remédios. Eu não como há dois dias", disse uma mulher à agência de notícias Reuters. Segundo a Associated Press, as pessoas estão lutando nas ruas de Banda Aceh por pacotes de comida. Andrew Harding, correspondente da BBC na cidade, diz que equipes de ajuda mal conseguem chegar ao local e que a água potável está escassa. Segundo ele, um aeroporto que funcionava na região e estradas que levavam a áreas remotas foram destruídos pelas ondas. Desabrigados Sri Lanka, Indonésia , Índia e Tailândia foram os países mais afetados. Esses países estão enterrando os mortos o mais rápido possível em valas comuns, para tentar evitar epidemias. Essas áreas enfrentam agora a possibilidade do surgimento de surtos de doenças que, segundo a agência de saúde da ONU, podem dobrar o número de mortos. Egeland, coordenador do que está sendo considerada a maior operação de ajuda humanitária da história, diz que o maior desafio será dar abrigo a todos os que perderam as suas casas no desastre. Segundo ele, o problema dos desabrigados abrange vilas inteiras que foram destruídas na Somália – "esquecida" nos primeiros dias, nas suas próprias palavras – ao Sri Lanka e a Indonésia, onde a escala de destruição vai aos poucos se tornando mais clara. O Fundo de Alimentação da ONU calcula que mais de um milhão de pessoas estão desabrigadas apenas no Sri Lanka. Brasil Informações desencontradas das autoridades tailandesas estão dificultando a busca de informações sobre brasileiros na Tailândia. Segundo a Embaixada do Brasil no país, há dezenas de pessoas que viajaram para a Tailândia e não voltaram a entrar em contato com os parentes no Brasil depois do maremoto. Eles não aparecem na lista oficial tailandesa. A brasileira Joana Merlin-Scholtes está chefiando uma missão da ONU na Tailândia para coordenar a ajuda às vítimas das ondas gigantes que afetaram o litoral do país. Juntamente com uma equipe de técnicos nas áreas de saúde, logística, resgate e telecomunicações (um total de sete especialistas), a brasileira deverá visitar Phangnaga e Phuket. Foi no balneário de Phuket que a diplomata brasileira Lyz Amayo de Benedek D'Ávola e seu filho foram mortos pelo maremoto. O marido de Lyz, o italiano Antonio D'Ávola, que também estava no passeio, continua desaparecido. Pelo menos 50 famílias brasileiras telefonaram para a embaixada tentando encontrar parentes que viajaram de férias ao país. A catástrofe de domingo foi causada por um grande terremoto submarino (9 pontos na escala Richter), que gerou ondas gigantescas que varreram os litorais banhados pelo Oceano Índico. Os efeitos do terremoto, o quarto mais forte desde 1900, foram sentidos da Malásia até a África. |
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