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Ajuda a vítimas do maremoto pode demorar, diz ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os sobreviventes do maremoto que atingiu o sudeste da Ásia e o oeste da África no fim de semana terão de esperar até mais três dias para receber a ajuda que precisam, advertiu a ONU. "Levará talvez mais 48 ou 72 horas para que possamos atender às dezenas de milhares de pessoas que gostariam de receber assistência hoje, ou ontem. Eu acredito que a frustração vai crescer nos próximos dias ou semanas", disse o coordenador das operações de ajuda aos países afetados na organização, Jan Egeland. "Como nós temíamos, a maior devastação ocorreu em Sumatra, e nenhum lugar foi mais atingido que Aceh. Há uma falta total de infra-estrutura que dificultou a assistência inicial." A ajuda estrangeira começou a chegar a Banda Aceh, capital da província de Aceh, e no sul da Índia organizações não-governamentais estão distribuindo comida, roupas e cobertas. Desabrigados Um correspondente da BBC no Sri Lanka disse que biscoitos e garrafas de água também estão sendo distribuídos no país, mas em quantidades muito abaixo do que seria necessário. O coordenador do que está sendo considerada a maior operação de ajuda humanitária da história, porém, diz que o maior desafio será dar abrigo a todos os que perderam as suas casas no desastre. Segundo Egeland, o problema dos desabrigados abrange vilas inteiras que foram destruídas na Somália – "esquecida" nos primeiros dias, nas suas próprias palavras – ao Sri Lanka e a Indonésia, onde a escala de destruição vai aos poucos se tornando mais clara. O Fundo de Alimentação da ONU calcula que mais de um milhão de pessoas estão desabrigadas apenas no Sri Lanka. A Cruz Vermelha Internacional estima em 100 mil o número de mortos no maremoto mas há temores de que mais pessoas possam morrer de doenças nos próximos dias se não forem restabelecidas, entre outras coisas, o fornecimento de água potável e o saneamento básico – a contaminação dos sistemas de água é tida como uma das maiores ameaças aos sobreviventes. A catástrofe de domingo foi causada por um grande terremoto submarino (9 pontos na escala Richter), que gerou ondas gigantescas que varreram os litorais banhados pelo Oceano Índico. Os efeitos do terremoto, o quarto mais forte desde 1900, foram sentidos da Malásia até a África. Dívida O chanceler alemão, Gerhard Schroeder, pediu a suspensão do pagamento das dívidas externas de dois países atingidos, Somália e Indonésia. Dois navios de guerra americanos com cerca de 15 mil soldados e aviões com suprimentos estão indo para as regiões atingidas.
Os Estados Unidos também prometeram destinar à região cerca de US$ 35 milhões. O presidente George W. Bush pediu a criação de uma coalizão internacional, com a Austrália, Índia e Japão, para coordenar a ajuda. A Austrália também prometeu mais de US$ 25 milhões, a maior parte para ajudar a vizinha Indonésia. |
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