|
Brasileiros fazem mutirão para reconhecer corpos na Tailândia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um grupo de voluntários brasileiros que mora em Bangcoc, na Tailândia, está a caminho da região de Phuket, a mais atingida no país pelo maremoto de domingo, para tentar ajudar na identificação de corpos. Eles procuram amigos brasileiros e tailandeses com quem não tiveram contato depois dos tremores. Funcionários da Embaixada do Brasil dizem que é cada vez mais difícil fazer o reconhecimento visual dos corpos. Alguns estão guardados em barcos sob o sol quente e quase nenhum é mantido em condições que favoreçam a conservação. "Evidentemente, numa situação tão excepcional como esta, nenhum hospital do mundo teria condições de armazenar os corpos de uma forma adequada", diz o embaixador Marco Antônio Diniz Brandão, que está em Phuket. Diplomata Foi no balneário de Phuket que autoridades brasileiras reconheceram o corpo da diplomata Lyz Amayo de Benedek D'Ávola e do filho dela, Gianluca, de 10 anos. O marido de Lyz, o italiano Antonio D'Ávola, que também estava no passeio, continua desaparecido. Inicialmente, o governo tailandês informou que ele estava ferido em um hospital, mas funcionários da embaixada brasileira não o encontraram depois de uma busca. "Os grandes hospitais já foram percorridos, os hospitais de Phuket e da região, mas há sempre esperança de que ele esteja num hospital de ilha", afirma o embaixador. "Até que se tenha uma confirmação total e cabal de que ele não está vivo, há sempre a esperança de encontrá-lo." Pelo menos 50 famílias brasileiras telefonaram para a embaixada tentando encontrar parentes que viajaram de férias ao país. Oficialmente, o governo da Tailândia mantém dois brasileiros na lista de desaparecidos: Guilherme Chaves e Milene Rigue. Mas a família de Milene, que mora em Americana, no interior de São Paulo, informou que ela está bem. De acordo com a família, Milene é modelo e mora em Kuala Lumpur, na Malásia. Ela viajou de férias para a praia de Patong, no balneário de Phuket, e escapou do maremoto porque estava hospedada longe da praia. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||